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Web3: saiba tudo sobre a nova revolução da internet

A Web3, também chamada de Web 3.0 é  a nova revolução da internet. Nosso podcast de web3 Amanhã Já Foi trazemos cases, notícias e entrevistados para debater o que está impactando os negócios e as nossas vidas.

Assim, a Web3 promete ser mais centrada no usuário, com mais privacidade e soberania de dados e  de identidade, e descentralização. As redes formadas em peer-to-peer (P2P) pela tecnologia Blockchain possibilitam mais liberdade aos usuários. Desta forma, as informações e ativos não serão mais controlados por entidades centrais. Além do mais, novas tecnologias emergentes também serão protagonistas nesta que também é chamada de Web Semântica.

 

Neste artigo, nós veremos:

  • O que é a Web3
  • Como funciona a Web3
  • Como a Web3 vai impactar no dia a dia: O Metaverso
  • Sites Web3
  • Web1
  • Web2
  • Perigos para a Web3
  • As Tecnologias na Web3
  • Blockchain
  • Token
  • NFTs

 

O que é a Web3

A Web 3.0, chamada de Web Semântica, vai permitir interações mais imersivas dos usuários com a internet. Da mesma forma, a Web3 permite mais controle do usuário em cima das suas informações. Por outro lado, as informações presentes na rede serão interpretadas, de maneira a dar sentido às informações acumuladas. 

Para isso ser materializado, muitas tecnologias estão envolvidas na Web3, por exemplo, a Inteligência Artificial. A Inteligência Artificial na Web3 poderá interpretar os dados e devolvê-los aos usuários.

Para entendermos como a Web3 vai impactar o dia a dia,  vamos voltar um pouquinho no tempo e entender como foram os primeiros anos da internet e as mudanças ocorridas com as redes sociais.

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A Internet antes da Web3

Antes de mergulhar na Web3, vamos compreender o que foram as Web1 e Web2.

O que é a Web1

A Web1 foram os primórdios da Internet. Nesta primeira fase, a Web1 oferecia acesso a muitos conteúdos, mas sem qualquer interação entre os usuários e os sites. A Web1 é marcada pelos grandes portais como AOL, Yahoo e Uol. Desta forma, os protocolos que permitiam interação eram apenas os e-mails. Os primeiros browsers surgiram em 1994, com o lançamento do Netscape. Em seguida, vimos surgir o Internet Explorer, o Chrome e o Safari.

Outro ponto importante na fase da Web1 é que esta não permitia coleta de dados. Ou seja, ninguém conseguia saber quantos acessos recebia no seu site. 

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Imagem: Reprodução Pop Sugar

 

O que é a Web2

Antes de tudo, a Web2 é o momento em que estamos vivendo agora na internet. A Web2 é reconhecida pela sua economia de criador – Creator Economy -, com a presença marcante das redes sociais nas nossas vidas. Do mesmo modo, as pessoas começaram a criar seus próprios conteúdos e passaram a ganhar dinheiro com seus seguidores, publis, visualizações e assim por diante.

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Na Web2, podemos compartilhar o nosso dia a dia, seja à lazer ou trabalhando através de fotos, textos e vídeos. Ou seja, a Web2 ofereceu mais poder às pessoas no que diz respeito às trocas de informação e relacionamentos.

Por outro lado, a Web2 está bem distante da ideia de rede descentralizada que foi defendida no início dos anos 1980. Por exemplo, o que vivemos é um oligopólio das Big Techs que detém os nossos dados. Essas Big Techs são a Meta (empresa mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp), Alphabet (dona do Google), Apple, Amazon e Microsoft.

 

 

As Big Techs na Web2

Nesse sentido, nossos dados estão totalmente na mão dessas empresas que sabem exatamente nossas preferências, gostos e até mesmo onde estamos. As Big Techs monetizam a partir dos nossos dados. Ou seja, nossos perfis digitais pertencem a estas empresas e elas decidem o que fazer com eles.

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Como tal, a Web2 permitiu algo inédito: coleta de dados de navegação. Esses dados de navegação são usados para modelos de negócio em massa através da publicidade online. Em outras palavras, isso significa total falta de privacidade em nossas vidas por causa da publicidade online.  Além do mais, caso a plataforma deseje excluir um usuário, ele perde todos os ativos daquela rede – seguidores, likes, arquivos, etc.

Do mesmo modo, se antes a falta de privacidade era apenas nos sites que navegávamos, hoje isso mudou por completo com os smartphones. Além de estarmos conectados 24 horas por dia, os smartphones conseguem transferir ainda mais dados referentes à nossa personalidade e localização às Big Techs.

Desta forma, nos tornamos reféns das Big Techs na Web 2.0. Todavia, a Web3 chega com uma proposta para virar o jogo nesta relação.

 

Como funciona a Web3

A web3 promete mais conteúdo, imersão,  informação e integração de novas tecnologias. Ou seja, é possível dizer que a Web3 é um resgate à web original imaginada por Tim Berners-Lee, em tradução livre:

“Um meio colaborativo, um lugar em que todos poderíamos nos encontrar, ler e escrever. Sem a presença de uma autoridade central para autorizar o que postarmos, sem autoridade central de controle, sem qualquer ponto de quebra … e sem botão de emergência!”

 

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Imagem: Reprodução CERN

Assim, as tecnologias emergentes como a Blockchain vão permitir que os dados sejam descentralizados, transparentes e mais seguros em contraponto ao que hoje é a Web2. Ou seja: centralizada, vigilante e de publicidade massiva. 

Em contraponto, com uma estrutura descentralizada, as Big Techs começam a sair de cena e os usuários serão capazes de cuidar e se responsabilizar pelos próprios dados ativos.

Em suma, a Web3 nos trará uma internet mais democrática permitindo que o usuário seja soberano da sua identidade. Soberania nos dados implica na propriedade e na capacidade de controlar quem lucra com o nosso tempo e informação privada. 

Em tempo, a navegação na Web3 será hiperpersonalizada de maneira que a Inteligência Artificial pode moldar os algoritmos  ao nosso próprio gosto.  

 

Sites Web3 

Antes de mais nada, as pessoas possuem muitas dúvidas de como entrar na Web3. Para entrar na Web3, basta ter uma carteira digital. Por exemplo, a Matamask é a carteira digital mais conhecida para os que já navegam na Web3. Ao entrar em um site Web3, o usuários só precisa conectar sua carteira digital uma única vez.

Abaixo, separamos alguns exemplos de sites Web3:

 

Como a Web3 vai impactar no dia a dia: O Metaverso

De antemão, um mundo descentralizado impacta toda a maneira com que vivemos atualmente. Sem entidades centrais, a Web3 vai causar uma enorme disrupção na maneira com que vivemos e trabalhamos. Neste sentido, o Metaverso é a interface do que virá a ser a promessa de uma internet mais imersiva. Dentro do Metaverso é possível realizar inúmeras atividades do dia a dia, mas dentro de uma realidade mais imersiva. 

Atualmente, o Metaverso ainda está em desenvolvimento. No entanto, jogos como Sandbox, Fortnite e Roblox são metaversos, de maneira que novas gerações já passam bastante tempo imersas nestes mundos digitais. 

Os negócios já perceberam a potência das Marcas no Metaverso e têm investido no Metamarketing, o Marketing no Metaverso.

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Perigos para a Web3

Apesar de todas as vantagens da Web3, ainda há alguns perigos para a Web3. Vamos observar cada um deles.

Qualidade da informação e Manipulação de Dados

Antes, a reputação dos editores era o que contava em termos de segurança. Hoje, com a facilidade de criação de fakes e bots, as fakes

 news se tornaram um componente comum da Web2. A partir destas duas constatações, devemos nos preocupar como será o consenso para aceitação dos dados gerados por uma Inteligência Artificial(IA). 

Se toda a IA depende de viés humano, como iremos avaliar as qualificações e as motivações por trás de um fato e não acreditar que isso faça parte de alguma agenda? E mais, como será o tratamento de dados projetados para manipular a opinião?

Disponibilidade da Web3

Uma vez que o sistema depende desses dados, o que acontece quando esses dados estão quebrados ou indisponíveis? Atualmente na Web2, as máquinas fazem cópias de recuperação de tudo na internet. Como ficará nossa dependência desses mesmos sistemas na Web3?

Confidencialidade dos dados

São muitos os casos de empresas que tiveram violação dos seus dados, comprometendo as informações confidenciais de muitos usuários. Dito isto, a probabilidade de dados privados serem encontrados e utilizados de maneira maliciosa é enorme. Logo, quão preparadas estão as defesas cibernéticas para lidar com um sistema ultra-rápido de divulgação de dados sensíveis ?

Poder da Web3

Quem são os protagonistas da Web3? Estamos participando do debate enquanto usuários ou estamos deixando que as premissas sejam definidas pelas Big Techs? É importante ressaltar a mudança do Facebook para Meta com grande investimento em um Metaverso próprio, parte indissociável do que virá a ser a Web3.

 

As Tecnologias na Web3

A Web3 é possível graças à combinação de várias tecnologias. Vamos conhecer quais são as tecnologias e pilares da Web3.

Blockchain 

A Blockchain, também chamada de protocolo de confiança, é uma tecnologia que permite a descentralização. Com vários nós (nodes) conectados entre si e sem um servidor central, os dados dos usuários não ficam no poder de uma única entidade central. 

Desta forma, todas as transações realizadas dentro da Web3 ficam descentralizadas em o que chamamos de livro-razão. Este livro razão é imutável, transparente e descentralizado graças aos protocolos presentes na construção da Web3. Logo, os dados não podem ser alterados, apagados e estão passíveis de auditoria por qualquer pessoa.

Ou seja, o Blockchain pode ter todo o registro histórico da internet. Desta forma, as páginas não podem sair do ar. É com o Blockchain que poderemos evitar o cenário caótico descrito nos perigos da Web3 porque ele permite a segurança de dados na sua rede descentralizada. Assim, com o seu poder de garantir consenso e imutabilidade das informações, a Web3 devolve o poder dos dados para os usuários.

 

Tokens

A princípio, o Token é uma representação de um ativo. Desta forma, existem vários tipos de tokens com várias funcionalidades. Na nossa vida, já utilizamos alguns tokens como, por exemplo, o security token que serve para dar segurança às transações bancárias.

Além disso, fichas de cassino são um ótimo exemplo e token: em vez das pessoas utilizarem dinheiro nos jogos, elas usam um token que representa exatamente o valor que estão apostando.

Desta forma, esta representação de um ativo foi transposta para o mundo digital. De commodities, passando por dinheiro (criptomoedas) à nossa própria identidade, a tokenização de ativos digitais é uma das maiores tendências na Nova Economia.

 

 

 

 

NFTs – Tokens não fungíveis

Os NFTs são token não fungíveis, ou seja, são tokens que não podem ser trocados por outros porque não possuem igual valor. A palavra “não- fungível” significa que aquele token não pode ser trocado por outro, uma vez que sua existência é única. Isto significa que para cada NFT, não existe outro igual. Os exemplos mais conhecidos de NFTs são os Bored Apes e os Criptopunks: cada NFT é único e registrado na Blockchain. 

Os NFTs estão sendo usados para dar acesso a uma infinidade de experiências no Metaverso e na vida real. Por exemplo, os NFTs da Starbucks estão sendo usados para maximizar as vantagens do programa de fidelidade.

 

Realidade Virtual + Realidade Aumentada

 

A utilização da VR e AR serão cada vez mais comuns. Do mesmo modo, os apps e os jogos estão evoluindo para gráficos cada vez mais realistas. Desta forma, estaremos cada vez mais imersos nestes universos sem os distinguirmos da realidade.

Neste sentido, o Blockchain também ganha força porque é a partir da construção destes universos que estamos desenvolvendo o Metaverso e os NFTs.

 

 

Inteligência Artificial

 

As informações do mundo físico e real serão uma grande amálgama, de maneira que nossos dados estarão mais conectados.  A IA vai poder ser utilizada de muitas maneiras.

Além do mais, quando combinada com diversos protocolos através de Smart Contracts podem significar o fim dos intermediários. Por exemplo, cartórios, sistemas de registro, acordos e várias áreas jurídicas vão se fundir no mundo descentralizado.

 

 

 

 

Protocolo BAT

O novo protocolo BAT vai permitir com que os usuários escolham a publicidade que eles querem ou consideram relevante. Assim, este seria o fim da quantidade de anúncios e propagandas que atrapalham a nossa experiência na web. Ou seja, no futuro teremos menos protocolos que ficam coletando nossos dados de navegação e mais protocolos que privilegiam a nossa atenção. Por exemplo, já existem alguns browser disponíveis para download que promovem o conceito de web3. Este é o caso do Brave que possui uma moeda própria para pagar pela atenção do usuário e o Duck Duck Go que protege a sua privacidade.

 

Identidades Virtuais

As identidades virtuais a serem desenvolvidas estarão disponíveis somente online e permite que o usuário seja o responsável pelos seus próprios dados. Por exemplo, as identidades como conhecemos hoje são os avatares criados pelas próprias Big Techs e não temos o poder tirar nossos dados dos seus servidores.

 Na Web3, os intermediários só terão acesso aos nossos dados quando assim o permitirmos. Além do mais, no futuro, precisaremos provar as nossas identidades virtuais. Isso significa que a quantidade de bots e perfis fakes poderão ser cada vez menores ou até mesmo desaparecer.

 

 IoT

O IoT vai ganhar ainda mais força com o 5G. Isto porque, o 5G vai interligar todos os nossos passos dentro do Metaverso para a Vida Real e vice-versa. Assim, será possível controlar tudo à nossa volta mesmo que imersos no Metaverso. 

 

 

A Web3 está transformando negócios e a maneira com que vivemos.  A Web3 está só começando.

 

As Tecnologias na Web3

Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

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