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NFTs para criativos e artistas

No podcast de Web3 for Business Amanhã já foi, episódio NFTs para criativos e artistas, conversamos com Janara Lopes, que é diretora de criação, curadora, viciada em tendências, e mulher de negócios da indústria criativa.

 

Foi a idealizadora da IdeaFixa, empresa que revolucionou o mercado de talentos de craft, colaborou na criação de times e projetos criativos para algumas das maiores marcas do Brasil e do mundo, e é co-fundadora e responsável pela comunicação da Phonogram.me, o primeiro marketplace de NFT de música brasileira. 

 

Nem precisamos falar como o nosso coração transborda orgulho quando vemos mulheres com um baita de um currículo, né? 

 

Pois bem, mas isso, claro, não é tudo. 

 

Estamos falando com uma das maiores especialistas no assunto do Brasil, então, é claro que aproveitamos para falar sobre o que é NFT de música, venda por ticket médio para diferentes públicos (e como isso pode acabar com a sensação de que NFTs são caros, inacessíveis tanto para compra quanto para venda) e vários cases sensacionais de NFTs para criativos e artistas. 

 

A Janara nos contou como o mercado brasileiro está em relação ao uso dos NFTs para criativos e artistas, como funciona um processo de leilão e até como um artista pode fazer um NFT com a Phonogram. 

 

Além disso, usamos o espaço para refletir sobre como ter uma comunidade engajada, mesmo sendo um artista pequeno, pode impactar na monetização dos NFTs de música. 

 

Bateu a curiosidade? É só continuar a leitura. 

 

O que é Web3, Blockchain e NFT de música? 

Resolvemos começar o papo pelo básico, e perguntamos à Janara o que é uma NFT de música, mas a resposta foi muito mais profunda

 

“Bem, eu gosto de fazer um passo a passo nas explicações, porque a gente vai começar ouvindo um monte de palavra nova, e eu acho que é bom esclarecer na cabeça das pessoas o que é cada uma dessas coisas. 

 

Acho que a primeira coisa interessante a ser falada é sobre o que é web 3, né? E passar pelas etapas do desenvolvimento da internet, né?”. 

 

Janara fez a linha do tempo, e explicou o seguinte:

“Web1 era quando a gente tinha e-mail, alguns bancos de dados, como o Google. A Web2 foi o nascimento/crescimento das redes sociais, porque aí a gente tem o Facebook, Twitter, Spotify, etc. E aí, o que que acontece no momento da web2 é: muito poder para algumas empresas, e nisso, ao mesmo tempo que parecia que deu espaço para criação, em contrapartida muita gente se prejudicou muito, como, por exemplo, a música. 

 

Com isso em mente, chega a Web3 toda baseada na Blockchain e nas moedas digitais. Assim como elas, o objetivo maior da Web3 é a descentralização. 

 

O que significa que, diferente da Web2, o maior intuito da Web3 é fazer com que comunidades enriqueçam, que as coisas não sejam centralizadas em alguns poucos bancos, que o poder esteja na mão das pessoas. É uma etapa super interessante.”

 

Janara conclui dizendo que só de falar nisso anima. 

 

E nós concordamos, principalmente quando ela diz que as pessoas precisam perder um pouquinho do medo de mergulhar nesse universo, porque se olharmos bem para a linha, a Web3 é uma etapa que tende a trazer de volta muito do que a gente perdeu aí na Web2. 

 

“Mesmo com essa ilusão que estávamos voando, muita coisa foi perdida nesse processo.”

 

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E, então, o que é Blockchain? 

Falamos que íamos começar pelo básico, e vamos mesmo. 

 

“Às vezes as pessoas acham que Blockchain é uma coisa ou um lugar, né? Então, eu acho que primeiro é importante explicar que hoje em dia existem quase duas mil Blockchains diferentes. 

 

A primeira de todas é a Bitcoin, que todo mundo já ouviu falar, né? É a Blockchain inicial, só que existem várias e, inclusive, várias delas possuem suas próprias moedas, que são as criptomoedas, assim como seus objetivos, etc. 

 

Então, vamos lá, o que é cada uma dessas Blockchains? São computadores interligados e conectados em rede. Na Bitcoin, se não estou enganada, são 180 mil computadores.”

 

Janara continua sua explicação dizendo que isso significa que, se você hackear um sistema, no servidor, é muito mais fácil do que hackear 180 mil computadores, oferecendo muito mais segurança para todas as transações, todas as movimentações, que são feitas nesse ambiente. 

 

Uma vez que aquilo ali está registrado no Blockchain, ninguém pode apagar nada daquelas informações que estão ali, né? Então, se a gente pensar na blockchain como um cartório, o NFT nada mais é do que uma escritura digital. 

 

Quando você vai comprar um apartamento, por exemplo, você faz uma escritura. E o processo em si envolve várias etapas, inclusive, o pagamento de uma taxa. 

 

Vamos lá. A Ethereum é a Blockchain que tem maior número de marketplaces nela, mas, por exemplo, a tezos, uma outra Blockchain, que está sendo muito usada por artistas gráficos, por ter uma moeda mais barata e, com isso, as transações são mais baratas também. 

 

Estou dizendo tudo isso, porque assim como você paga para fazer uma escritura, quando você vai registrar qualquer coisa em NFT, você também paga uma taxa, que é o que chamamos de gas. Se está na cadeia Ethereum é mais cara, se é na tezos é mais barato.”

 

NFTs para criativos e artistas: NFT de música 

Depois dessa explicação, se esse for o seu primeiro contato com o tema, você consegue entender melhor tudo que é preciso para saber que NFT nada mais é do que uma espécie de contrato inteligente digital

 

“E ele pode estar relacionado tanto a itens digitais, quanto itens físicos. Quando a gente pensa que NFT é um contrato, a gente entende que isso vai fazer parte da nossa vida para sempre. Está rolando um processo que até os próprios cartórios, provavelmente vão começar a adotar Blockchain para o registro dos seus contratos, né? Assim como negociação de passe de jogador, justamente porque é um contrato inteligente.”

 

Janara explica que a primeira coisa é não confundir o NFT com a arte digital, ou com o ativo da arte. Afinal, o NFT também pode ser usado para isso, mas não é só isso. 

 

“Por qual motivo foi usado para arte digital primeiro? Por ser mais fácil. O dono da arte digital normalmente é uma pessoa só, então, eu sendo eu, consigo registrar e provar mais fácil que aquilo é meu. É um processo burocrático mais simples. 

 

Na música isso se complica um pouco mais, porque quando a gente fala de um fonograma, ele normalmente tem vários donos. Temos o produtor, a gravadora, o intérprete e até alguns dos músicos que podem ter uma porcentagem.

 

Então, isso é uma coisa que está começando a se desenrolar, mas é um processo que ainda vai levar um tempo, porque todos os elementos dessa cadeia, caso não estejam interligados na Blockchain, continuam nutrindo um processo bem manual, como já acontece, né?”

 

O mais interessante é que a nossa convidada conclui a resposta dizendo que mesmo que seja algo bem recente, que está começando a desenrolar agora, ela percebe que o mercado da música está entendendo o seu lugar e o seu potencial com uso de NFTs para criativos e artistas.

 

Quais são os usos dos NFTs para criativos e artistas e da Blockchain na indústria musical?

 

Depois dessa explicação sobre NFTs musicais da nossa convidada, resolvemos perguntar a ela quais são os principais usos de NFTs e da Blockchain dentro da indústria da música, porque sabemos que existem vários. 

 

“Normalmente as pessoas perguntam o que pode ser mintado (mint = fazer o registro em NFT). E, basicamente, tudo pode ser mintado. Você pode um copo e dizer que vai fazer a NFT dele, por exemplo. 

 

Só que a questão do NFT, de você fazer o registro de algo, é que coisa precisa ser valiosa, né? Afinal, como eu gosto de falar, não tem como agregar valor no que não tem valor. 

 

No caso do artista, sua obra tem valor por conta dos seus anos de carreira, cursos que ele fez, etc. Tudo isso vai somando o valor na obra, assim como na obra de um músico  também. 

 

Dito isso, o primeiro ponto que o que o artista precisa pensar quando o assunto é registro de música, é: o que eu tenho de mais valioso, único e exclusivo dentro do meu universo?

 

Janara explica que, com isso, existem várias possibilidades. 

 

“O primeiro ponto são os royalties, né? Então, por exemplo, você, como músico de uma determinada banda, ou intérprete, tem 30% de direito sobre aquele fonograma (que é uma gravação de uma obra musical) e resolve vender 15%, e isso funciona quase como um adiantamento de valor para o músico. 

 

Já quem comprou, vira sócio, um parceiro do músico naquele fonograma. Daí, toda vez que tocar em algum lugar, seja num show ou na rádio, por exemplo, quem comprou aquela porcentagem recebe os direitos dos recebíveis em cima. 

 

Veja, ele não vira dono de nada. O que significa que ele não começa a fazer parte da ficha técnica, então, o artista continua com os direitos totais, já que ele apenas vendeu uma porcentagem dos recebíveis que ele teria, né? Isso é uma possibilidade.”

 

Janara continua a explicação, dizendo que essa possibilidade ainda é complicada, justamente pelo fato dos sistemas que estão ligados. É possível ser feita, mas ainda é muito manual. 

 

“Agora, quando é uma música registrada do zero na Web3, é mais fácil. O cara já é o dono dela, já tá resolvido, ele já tá pensando naquilo como NFT. Quando você vai pegar uma música que já tá publicada há tempos, tem um monte de coisas contratuais que podem impedir esse movimento. Por isso, músicas nativas registradas na Web3 tornam o processo bem mais simples”. 

 

Depois dessa explicação, nossa convidada continua o assunto, dizendo que está gostando muito de NFTs de experiência, porque acredita que a música tem uma vantagem grande, justamente pela experiência do show, por exemplo.  

 

“Então, o que o artista tem de raro, exclusivo e único no show? Um bom exemplo é você ter a possibilidade de vender NFT que dará direito ao comprador de entrar em todos os shows de graça, ou poder ficar na primeira fila, ou poder visitar o artista no backstage ou até mesmo receber um vídeo dele agradecendo a compra. Isso é uma coisa que aproxima os fãs.

 

Pense que é mais fácil quando você conecta o off e o on. Ou seja, mesmo quando vende um ativo digital, você oferece em troca uma experiência, ou alguma coisa física.” 

 

Diferentes valores para diferentes públicos 

Janara nos conta que sempre recomenda que as pessoas pensem em tickets médios para o público, isso porque pensando em produtos focados em várias camadas, o artista consegue levantar um montante maior do que apostar todas as fichas num único NFT, que pode não vender. 

 

“Outra coisa que é legal falar é que todos aqueles valores astronômicos que rolaram no NFT no ano passado, acabaram sublimando a ferramenta, né?  As pessoas começaram a ter uma  sensação de que tudo que é NFT, é ​​caro, fazendo dele inacessível tanto para venda  quanto para compra.  

 

E não é bem assim, porque é só uma ferramenta, né? Elas podem custar R$50, assim como podem custar um milhão.Na verdade, isso é aferido pelo dono.”

 

Case Hermeto Pascoal 

“O Hermeto faz partituras à mão (inclusive, ele já é reconhecido por isso). E na pandemia, ele fez 99 músicas inéditas que resultaram em um livrinho. E a dúvida é se esse era um bom produto, e eu disse que esse era O PRODUTO. É um artista conhecido internacionalmente, com obras inéditas. 

Começamos, então, a pensar em quais produtos poderiam sair desse livro. Ao invés de fazer um NFT, cobrando um valor super alto, fizemos três produtos com diferentes valores. 

Um era a venda do certificado digital daquele livro e, como benefício, ele ia receber o livro mesmo. Depois, a gente pegou o PDF com todas as músicas e fez uma série de 10, apenas no digital. 

Só que o pessoal falou que queria ter um produto mais barato, então a gente pegou as 99 partituras e fizemos cada uma delas a R$350, que é um valor super acessível, né?  

E aí que tivemos o pulo do gato. Como não é qualquer um que consegue ler a partitura do Hermeto, ele disse que quem conseguisse ler a partitura e tocar, poderia gravar seu disco. 

Então, no final das contas, você tava pagando R$350 pelo direito de gravar uma música inédita do Hermeto no seu disco. Algo que, se fosse negociado à parte, sairia infinitamente mais caro.”

 

NFTs para criativos e artistas
Tela Phonogram.me.

 

Janara compartilhou conosco que o projeto foi um baita de um sucesso, e diz que acha interessante porque é um produto super valioso, que foi pensado para ser oferecido em diferentes tickets e com diferentes benefícios/experiências. 

 

“Esse é um case específico, mas dá para mas dá para vender vídeos, experiências em geral, e até festivais podem fazer experiências exclusivas com alguma porcentagem dos ingressos. O Milton Nascimento fez um case bem legal agora, né? De todos os bilhetes da última turnê, 400 deles foram vendidos em NFT que, como benefício, vinha um pôster autografado pelo próprio artista.” 

*Fizemos um podcast com o Ariel Alexandre, da NFT Ticket Pass, que idealizou e desenvolveu o projeto de NFTs da última turnê do Milton Nascimento. O episódio completo você confere aqui.

 

Tela NFT, Milton Nascimento. Foto: Divulgação

 

Como está o mercado Brasileiro, hoje, em relação ao uso dessa nova tecnologia?

 

Com esse papo, principalmente com a menção desses cases, ficamos curiosíssimas para entender o ponto de vista da nossa convidada sobre como está o mercado brasileiro em relação ao uso NFTs para criativos e artistas.

 

“Sobre mercado brasileiro de NFTs, eu acho que de uma forma geral, no mundo, temos mais vendedores do que compradores nesse momento. E isso acontece porque, assim como os investimentos em cripto, o NFT também é um investimento, porque você está comprando uma coisa que pode vir a valorizar ou não. Na comunidade gráfica, o que temos visto é artistas comprando de artistas. 

 

Fora esse mundo de transações milionárias, das coleções que já estão com valores altíssimos, eu tenho amigos que já estão conseguindo largar a publicidade e estão pagando suas contas com trabalho autoral NFT. Ninguém é milionário, mas as pessoas já estão conseguindo ter uma renda. 

 

Então, assim, eu vejo artistas independentes com um entendimento maior, uma vontade maior de arriscar, assim como eu vejo artistas como Elza Soares e Hermeto Pascoal. Por exemplo, a Elza, quando fez o projeto com a gente, estava com 91 anos, e Hermeto com 85 anos.”

 

Janara explica que existe uma boa fatia de artistas que ainda estão receosos, por ter medo de fazer uma NFT e acabar não vendendo. 

 

“Só que assim, é impossível não vender se você fizer um projeto bem feito. E é isso que os artistas ainda não entenderam, o x da questão está em saber como você constrói um projeto de qualidade e que alcance um grande público. 

 

É o que eu falei, né? Pensar em tickets diferentes, em volume, em experiência. 

 

Você precisa fazer com que as pessoas  cheguem até seu link, só que as pessoas não entendem que não vão conseguir isso nas redes do Mark Zuckerberg. Afinal, é no Twitter, Discord e Telegram onde estão sendo construídas as maiores comunidades (da Web3), onde estão os compradores e onde está rolando a conversa.” 

 

Janara conclui dizendo que, de forma geral, acredita que todos estão entendendo melhor esse universo, e enquanto o mercado de NFTs para criativos e artistas não chega na etapa de amadurecimento que precisamos, continuar fazendo essa conexão com o mundo analógico o que acaba estimulando a entrada de mais compradores – e contribui para a evolução do mercado de NFTs para criativos e artistas.

 

NFTs para criativos e artistas: quero fazer um NFT com a Phonogram, o que eu preciso?

 

Chegamos no momento em que cheira a oportunidade, ainda mais para artistas, que é o nosso foco com esse episódio. Com isso, perguntamos para Janara o que um artista precisa fazer para criar um NFT com a Phonogram.me. 

 

“Vamos no passo a passo. No Phonogram todos os artistas, independente do tamanho, podem se inscrever. A gente também está aceitando projetos artísticos, culturais. 

 

O que significa que estamos abrindo de forma geral, já não estamos mais fechados no mundo da música, justamente porque vimos que é uma comunidade que está muito conectada também, né? 

 

Mas vamos lá, partindo do ponto que é um músico, ele vai analisar o que possui de mais valioso dentro desse universo, e vai fazer o cadastro no site. 

 

Se não estou enganada, será solicitado o número de card e demais informações necessárias para a realização do cadastro. Importante dizer que caso a pessoa sinta alguma dificuldade no processo, é só entrar em contato com a gente pelo Instagram, que respondemos todas as dúvidas super rápido. 

 

Assim que finalizar seu cadastro, lá dentro o artista vai fazer a página. Então, vale escolher um header lindo, uma boa foto, bio em inglês e português. Afinal, temos os dois públicos por lá. 

 

Caprichou na sua casa? Agora é fazer o NFT, que é basicamente preencher o formulário. 

 

Algo legal que tenho que falar sobre o Phonogram é que, normalmente, na maior parte dos marketplaces, o gas é pago pelos artistas, então, muitas vezes, ele é um risco, porque o gas na ethereum não é barato, ficando entre R$100 a R$500 reais. 

 

Dito isso, se você registrar 10 coisas, e pagar R$100 para cada uma delas, estaria investindo R$1000 em algo que pode ser que não seja vendido.”

 

Janara explica que essa é a realidade dos marketplaces, mas eles decidiram tirar essa taxa do artista que está no Phonogram.me. 

 

“Quem paga essa taxa é o comprador, porque a gente quer que mais artistas percam o medo. O único risco do artista, então, é não vender, mas aí não tem nenhum prejuízo para testar e ver o que pode funcionar ou não, né? 

 

Na plataforma, o artista vai encontrar dois tipos de NFT, um de música e um de arte.  O de música é relacionado aos royalties, enquanto o de arte é relacionado a qualquer coisa, como um gif do clipe ou ingresso, por exemplo. 

 

Com isso claro, o artista terá, como eu disse, um formulário para preencher, em que a parte mais importante dele é a descrição. Essa descrição é o smart contract, e tudo que você falar é o que vai poder ser feito ou não com seu NFT pelo comprador. Em 10 minutos, caso tenha esse texto pronto, é criado o NFT. 

 

Janara ainda explica que é possível editar tudo até alguém dar um lance. Então, se faltou uma cláusula no contrato, por exemplo, o artista consegue digitar fazer essa edição. 

 

Ela deixa bem claro que isso só pode ser feito antes de alguém dar um lance. Agora, com o lance, não pode mais mudar absolutamente nada do que está escrito. 

 

Como funciona o processo de leilão na Phonogram.me?

Ouvimos a palavrinha “lance”, e aproveitamos para perguntar para nossa convidada como funciona o processo de leilão.

 

“A venda do NFT normalmente é no formato de leilão nos marketplaces. No Phonogram, por exemplo, os leilões duram 48 horas a partir do primeiro lance. Então, se um artista foi lá e pediu R$5000 por um NFT, e alguém cobre esse lance, dando o valor pedido, ou um pouco a mais, começa a rolar esse prazo. 

 

Dentro desse prazo, outras pessoas podem fazer lances, e quem fizer o maior, leva. 

 

Além disso, temos um segundo modelo de leilão, que é de lance livre. Neste modelo, você não estabelece o valor e vai deixando as pessoas darem lances até chegar no valor que você acha interessante. Chegou no valor? Você aprova, e a partir daí giram às 48h. se você recebeu. 

 

Agora, caso você receba um valor que não ache interessante, pode rejeitar, e aí o dinheiro volta para a carteira de quem deu o lance.”

 

Para concluir o assunto, Janara explica que esse modelo é um caso mais complicado, porque as pessoas podem começar os lances com R$0,01, o que acaba demorando para ter um valor realmente considerável. 

 

Faça parte de uma comunidade, isso ajuda em tudo!

 

No finalzinho do nosso papo fizemos uma reflexão sobre o impacto de uma comunidade forte na monetização com NFTs para criativos e artistas.

 

“Ouvi uma frase uma vez, que diz assim: Nunca é tarde demais para começar sua comunidade, mas comece agora. É legal que as pessoas que estão entrando agora nesse universo tenham a noção que não estão nada atrasadas. 

Existe uma galera que tem dois, três anos na frente, mas é tudo novo para a maior parte das pessoas, né? Então é um terreno propício para muitos profissionais, marcas e artistas. Não tenham medo de mergulhar.”

 

Se quiser conhecer mais a Phonogram e tirar suas dúvidas para o uso de NFTs para criativos e artistas: aqui está o site e o Instagram

 

 

 

NFTs para criativos e artistas

Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

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