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Mindset Fail Fast com Ale Uehara

Mindset Fail Fast. No podcast de Web3 for Business Amanhã já foi, ep “Trabalhando o Mindset fail fast”, conversamos com Ale Uehara mais uma vez – e assim como da última vez, em que falamos sobre “Como será o Metaverso da Disney, foi sensacional. 

Neste episódio, Ale Uehara, que é que é especialista em Estratégia e Gestão de Inovação Corporativa, professor de MBA, palestrante, embaixador, Ambassador Singularity SP, mentor e Advisor Startup e Top10 Mentor do ano Startup Awards 2021, nos contou como o Mindset Fail Fast é importante dentro da cultura de inovação das empresas. 

Ale dividiu conosco as metodologias, ferramentas que podem ajudar no teste de novas ideias, desafios da inovação e como podemos aprender a partir das falhas em projetos, além de indicar filmes e séries sobre o assunto.

Continue a leitura para conferir.  

 

O que é o conceito de Fail Fast e quais são seus principais benefícios?

A Ana, assim que começou a conversa, disse que falou ao Ale o seguinte: “Poxa, Ale, todo mundo te convida o tempo todo para falar… Você tem vontade de dizer alguma coisa que tem algum tempo que você não fala? 

E aí ele respondeu que há tempos não falava sobre Mindset Fail Fast. Como ele é nosso convidado de honra, pode escolher o assunto, então, vamos falar sobre”.

Já que nosso convidado escolheu esse assunto, ficamos curiosíssimas para entender que história é essa de estimular que as pessoas falhem/errem, e perguntamos ao Ale o que exatamente ele quer dizer com isso. 

 

“É doideira, né? A primeira coisa é que eu faço essas provocações mesmo. Quando as pessoas me perguntam se eu estou dizendo para as pessoas falharem, eu complemento dizendo que sim, desde que aprendam ainda mais rápido com a falha. 

Essa é a grande questão. A gente erra, mas aprende com isso, né? 

Eu já fiz algumas palestras falando sobre isso para grandes empresas, porque realmente é um pensamento diferente. Antigamente a gente não podia falhar.

E só de pensar nessa possibilidade, já era errado. Só de pensar em falhar, a gente já era punido. Tinha que tomar um cuidado enorme. 

Alguns presidentes quando me chamam para fazer essa palestra do Fail Fast, o pessoal diz que se eu falar para o pessoal falhar, vão explodir a fábrica aqui. Aí eu tranquilizo, dizendo que não é isso, e explico que existem dois tipos de falha, aquela que, sim, não pode acontecer de jeito nenhum, e o outro é bem-vindo, porque é feito num local que podemos experimentar, de aprendizado mesmo.” 

 

Neste momento, Ale cita dois exemplos bem interessantes. 

 

Case de Mindset Fail Fast: Banco Itaú e SpaceX

O primeiro é do Banco Itaú, um dos maiores do mundo, que há alguns meses o aplicativo começou a apresentar uma instabilidade bem difícil, que acabou fazendo sumir a conta das pessoas. O processo de estabilização do aplicativo foi bem rápido, as contas voltaram, mas as pessoas ficaram desesperadas com o ocorrido. 

Ale conta que esse é um exemplo de erro que não pode acontecer de jeito nenhum, porque acaba manchando a imagem da empresa. 

Outro exemplo, pegando o gancho dos filmes e séries (que nosso convidado já deixou claro que adora), é o documentário da fracassada missão da Challenger. 

 

“Para quem não conhece, o Challenger é um ônibus espacial da Nasa que, ao sair, já no  lançamento, pouquíssimos minutos depois, ele explodiu. E dentro desse documentário, é falado exatamente isso, que tinham vários erros lá que eles poderiam ter pego antes.  

Quer dizer, eles até pegaram, mas por questão de pressão do governo, questão de prazo, eles resolveram ir do jeito que estava. Esse foi um erro que tirou a vida de pessoas, então é um exemplo de um erro que também não poderia acontecer de maneira nenhuma.”

 

Erros evitáveis X Erros inteligentes 

Ana comenta sobre esse exemplo dizendo o seguinte: “Era um projeto super ambicioso, tinha todo um propósito, e estavam até colocando uma professora – que seria a primeira a ir para o espaço. Eu fico até pensando, né? Quanto mais ambicioso o projeto, sinto que é maior a chance de deixarmos a visão turva, assim, para pontos que exigem muita atenção. 

Ale: “Exato, exato. Esse é um erro que a gente chama de erros evitáveis, então, ele é condenável quando a gente erra, porque não pode acontecer. Eu brinco dizendo que da mesma forma que um presidente fala que não é para explodir a fábrica, a gente não vai trocar um sistema com avião no ar, né? Isso é um erro evitável. 

Agora, existe o erro inteligente, que é um erro louvável, então, para deixar mais claro, a gente tem o caso do Challenger e, por outro lado, temos o Elon Musk (deixando de lado a figura polêmica, e me concentrando apenas no SpaceX), que até tem um documentário no Netflix sobre isso, que é o Return to Space, e fala um pouquinho de como foi construído o SpaceX e vários outros detalhes dos projetos da empresa. 

O antes era exatamente isso, né? No documentário fica claro que nos vários testes que foram feitos no SpaceX, vários foguetes explodiram, e o Elon Musk ficava super feliz com isso. Pode parecer engraçado, mas ele estava feliz por estar aprendendo, porque sabia que no próximo seria mais assertivo. 

Com esse processo movido a testes, ele conseguiu afinar muitos pontos, inclusive o pouso, podendo reutilizar os foguetes que lançava. Isso é a grande importância do Mindset Fail Fast, né? Errar, aprender e, principalmente, gerar resultado. 

Nesse caso aqui, foi uma diminuição de custo enorme, porque era muito caro lançar as  viagens, justamente por não reutilizarem. E com esses erros que ele cometeu no processo (em ambiente controlado), que foi de grande aprendizado, os foguetes voltavam e ele conseguia reutilizar a parte física deles. 

Ana: “Claro que tem todo um conceito holístico da falha, de aprender com os nossos erros, mas o caminho é ter esse ambiente controlado para falhar, e ter a boa prática do aprendizado a partir dele, corrigir e até ter outros insights. É o que você falou, né? Dependendo, está tudo bem falhar, mas vamos correr para garantir bons aprendizados. 

Tinha perguntado antes, qual será que é a origem, né?  A gente sabe que as startups  trabalham muito nesse movimento do teste rápido e fracasse barato. O importante também é esse, fracassar barato, para poder entregar um produto viável.” 

Com esse comentário, aproveitamos para perguntar ao nosso convidado se ele sabe qual é a origem do Fail Fast. 

 

Origem do Mindset Fail Fast 

Ale explica que corporativamente é exatamente isso que Ana falou, no seu comentário. 

“É a velha história que a gente ia para uma empresa, e pedir demissão não era visto com bons olhos, então ficávamos muitos anos trabalhando para uma mesma empresa. 

As coisas começaram a mudar, principalmente com a questão das startups, que começaram a vir logo na sequência. O comportamento das pessoas acabou mudando muito, a gente aprendeu muito, de não ficar no mesmo lugar – e hoje isso é bem visto, né? Significa que não somos acomodados. 

E as startups vieram com esse mesmo pensamento também. Então, no corporativo, se as pessoas ficavam muito tempo dentro da  empresa (não quero generalizar, até porque não eram todos, mas existia, sim, uma grande parcela que ficava acomodado na empresa).

E os projetos eram um pouco isso, né? Nesse caso, a gente achava que sabia muito bem o que ia lançar, mas aí, quando era lançado, falhava ou aprendia que não dava certo..

Só que aí é a questão que você falou, né? Errava, mas errava lá na frente, e custava muito caro esse erro. Então, as empresas começaram a pensar que estava caro, sim, mas como eram só eles, estava tudo bem. 

Aí vieram as startups com esse outro pensamento, que ao invés de pensar que está certo e depois perceber que está errado, faz o contrário, errando muito agora para ser mais assertivo lá na frente. Com esse processo, as startups passaram a crescer – pivotar, como a gente chama no mercado – muito mais rápido, e as empresas começaram a olhar com mais atenção para esse pensamento.” 

 

Inovação é sobre o quê? 

Ale diz que, com isso, ele entra numa questão que vive falando, que é o fato da inovação não ser sobre tecnologia, mas sobre pessoas. 

 

“Se a gente consegue entender que esse mindset é um dos exemplos, ou seja, se conseguirmos incorporar isso aqui dentro das pessoas que fazem parte de uma empresa, a inovação pode começar a surgir mais rapidamente.”

 

Com toda essa explicação, perguntamos ao Ale se ele poderia compartilhar conosco alguma história dele que mostre um processo de teste e falha, explicando como isso reverberou e, considerando que tudo pode acabar sendo visto de forma negativa, se esse ambiente que estava propício para isso.

“Eu vou dar um passo atrás, tá? Numa das empresas que trabalhei, que eu liderei, que eu construí a área de inovação, eu tive que mudar muita coisa internamente, e o processo foi uma delas. 

Nessa parte, dentro do processo de inovação que eu estava criando (deixando bem claro que existe o processo dentro da empresa que, por ser do sistema financeiro, tem coisas que o erro é zero, não pode ser cometido), eu criei um outro processo, em paralelo, que ali o erro era bem-vindo. 

Eram dois processos separados, e inclusive, o que saía ali dos meus testes, dos meus experimentos, podia entrar na esteira de projetos que existia. 

Só que para eu construir esse processo, eu tinha que apresentar para o presidente, em especial para o board da empresa. E estamos falando de uma empresa tradicional, que tinha até aquela forma tradicional de metas. 

Isso significa que eu tinha que mostrar qual seriam as minhas metas do ano, e quando eu coloquei a minha meta de inovação, dizendo que eu ia entregar dez iniciativas, sendo que nove poderiam dar errado… Imagina a cabeça do board da empresa? 

De novo, é um mindset fail fast que precisa ser trabalhado aos poucos, mostrando dados, fazendo benchmarking, até para trazer exemplos de empresas falharam até chegarem ao resultado final. Isso é importante, principalmente em inovação de médio a longo prazo, para não achar que amanhã já terá um produto novo que vai mudar totalmente a receita da empresa.”

Ana: “É muito difícil, né? As pessoas têm uma expectativa de uma entrega perfeita e não tem como ser inovador, trilhar o novo, ser pioneiro, abrir um caminho que ninguém passou antes, sem testar.”

Ale: “E aí, outra coisa que eu passei tantas vezes também, era de trazer, por exemplo, tecnologias boas, que estavam sendo testadas no mercado, e o conselho gostava, achava inovador, mas perguntava que empresa grande estava utilizando. É bem difícil, né? 

Então, assim, tem que arriscar, mas, claro, é um trabalho que, de novo eu repito, de médio a longo prazo, que precisa trabalhar com as pessoas, com o board, com a diretoria. 

E aí,  vem o outro lado, né? Quem quiser trabalhar com inovação, não é só a questão de ser criativo, tem que ser resiliente também, tem que trabalhar ali como uma formiguinha, passo a passo. 

Ana diz que com tudo isso, fica pensando que quando, como você falou, há quem pergunte se já existe alguém fazendo isso no mercado, dá vontade de responder: “gente, ninguém”. 

E nossa anfitriã diz que esse é o ponto, que quando você fala que ninguém está fazendo, significa que você vai ter que ver qual vai ser sua metodologia, quais serão as pessoas que você vai trazer, e isso é desafiador. 

 

Será que inovação é para todas as empresas? Case Amazon, Google e Mc Donald’s

Ale: “É muito difícil. E aí que entra a questão do modelo tradicional das empresas, e as empresas que nasceram, não quero generalizar, mas normalmente isso acontece nas que nasceram no digital. Bons exemplos que eu posso destacar são: Google, Meta e Amazon. 

Aqui vale, inclusive, que eu comente sobre a Amazon, que há algum tempo atrás, eles lançaram um celular, chamado Fire Phone. Parecia loucura, né? Já tinha Android, Iphone lançado, e mesmo assim eles resolveram arriscar. 

Não deu certo, mas, para quem não sabe, toda essa tecnologia que eles estavam testando lá no Fire Phone, foi utilizada depois na Alexa, que é o speaker mais vendido do mundo. De novo, o importante é o aprendizado em cima da falha

Ana: “Eu tenho uma Alexa. E poder aproveitar, fazer alguns projetos ou até pedaços de um projeto, é muito bacana. Uma empresa que é total teste, teste, teste, é o Google. 

O Google muda umas coisas que às vezes a gente nem percebe no dia a dia. Então, eles sempre estão experimentando alguma coisa, claro que, acredito, que tudo está muito bem controlado, mas todos os dias eles implementam algo de inovação nos inúmeros serviços que eles têm. 

Então, eu acho válido  guardar ideias para poder usar em outros projetos. A gente nunca sabe quando alguma coisa vai encaixar, né? 

Ale: “Até para o pessoal não acreditar que é uma questão só das empresas grandes, como o próprio Google, que estamos usando de exemplo, tem um filme que eu quero indicar, que é o Fome de Poder, do Mc Donald’s, porque tem uma cena que eu adoro. 

É aquele momento em que eles estavam testando um novo formato para cozinha. Aquele formato da cozinha, eles poderiam ter feito dentro da cozinha do Mc Donald’s, mas eles foram para um lugar lá fora, numa quadra de tênis. 

Acho essa cena magnífica, porque mostra que eles riscaram várias vezes esse modelo de cozinha, apagaram várias outras vezes e até colocaram os próprios funcionários ali para ver se realmente tinha espaço para mexer de um lado para o outro, se as coisas eram rápidas. 

E essa cena mostra muito sobre a questão da experimentação, né? Vai experimentar, mas não precisa fazer isso na produção. Então, assim, esse é um exemplo que deixa claro que não funciona apenas no digital, mas também no dia a dia.”

 

 

Existem ferramentas para ajudar a implementar o Mindset Fail Fast na empresa? 

Com esse trecho, ficamos curiosas para entender se já existem ferramentas ou até mesmo metodologias que ajudem a sensibilizar a diretoria, a fazer alguns testes de grupo, ou qualquer outra coisa que possibilite trabalhar o Mindset Fail Fast. 

Ale: “Uma das provocações que eu tenho feito muito é se existe realmente a necessidade de criar um departamento de inovação, porque a partir do momento que a gente tem o departamento de inovação, tudo vai ficar na cultura. 

Eu não concordo, acho que precisa virar uma cultura, tem que ser horizontal. Agora, se existe uma área de inovação, tudo bem, mas que ela seja mais facilitadora do que executora, né? Essa área tem que disseminar esse conhecimento dentro da empresa. 

Se houver essa área de inovação, é importante perguntar quem são as melhores pessoas para liderar. 

E outra provocação que eu faço é a seguinte: se estamos falando de pessoas, e não sobre tecnologia, por qual motivo o RH (Recursos Humanos), que agora está sendo chamado de Gestão de Pessoas, não pode liderar essa área?  

Isso porque a Gestão de Pessoas também está sendo remodelada, né? Eles estão cada vez mais estratégicos, então, por qual motivo não serem eles a liderar a parte de inovação? 

Depois de garantir que é uma área horizontal, estratégica, para só depois começar a trazer isso como pílulas, né?”

Ana: “É realmente isso! Não é sobre tecnologia. Todo mundo fica criando aquele Megazord, achando ele vai responder todos os problemas da empresa ali em termos de tecnologia, gestão de processos, e o segredo está nas pessoas, certo? 

Enquanto realmente não entendermos que a necessidade de competências digitais e também uma cabeça que se permita falhar, que priorize o teste e possa aprender independentemente da situação, do dia a dia da empresa, é o que faz diferença.”

Aproveitando o gancho, perguntamos ao nosso convidado como é o processo de escolha do lugar onde você vai começar a inovar e a trabalhar num ambiente que seja tolerante ao Mindset Fail Fast. 

“Eu vou voltar às mesmas questões aqui, mas assim, primeiro, a tese de inovação é muito importante, até para todo mundo ter o mesmo caminho. 

E essa tese de inovação precisa estar diretamente ligada à estratégia da empresa, porque não é inovar por inovar, tem que estar ligado diretamente nessa estratégia. Com isso, a diretoria, o conselho, presidente… todos precisam aprovar essa tese de inovação.

E aí, sim, começar a trabalhar com a questão da cultura e também com a meta de inovação. Por exemplo, pensando nas metas, se alguém dá alguma ideia, é implementada e dá certo, dá 100% do bônus.

Agora, se alguém deu uma ideia, foi implementada, mas não deu certo, pode dar 90%. Já se não deu nenhuma ideia, é zero de bônus. 

Esse sistema vai ajudar as pessoas a darem ideia, e mesmo sendo uma ideia ruim, a pessoa vai se sentir estimulada a contribuir com uma ideia. 

A gente está falando de tese, de cultura e de resultado também, né? No entanto, outra coisa importante é ter métricas. Precisamos olhar quanto isso realmente está funcionando, ter um histórico para analisar o que funciona e o que não funciona.”

 

 

Ale ainda diz que tem uma, que é assim: 

  • Cultura
  • Governança (que entra métricas, KPIs…)
  • Entrega de valor (pode ser uma receita, um custo, uma melhoria de usuário) 
  • Frameworks (pode ser metodologia ágil, design think)

 

 

 

 

 

Indicações de séries e filmes sobre Mindset Fail Fast 

Para finalizar nossa conversa, como nosso convidado fala muito sobre filmes e séries, perguntamos a ele se podia nos indicar algumas séries, filmes, documentários sobre o assunto que conversamos nesse ep.

“Eu vou falar três, tá? Já que estamos falando muito sobre startups, acho que vale assistir We Crashed, que mostra muito sobre a questão da criação, do sonho, The Dropout, que a empresa foi um unicórnio, mas nunca tiveram nenhum produto, e Super Pumped: The Battle for Uber, sobre a Uber. 

Eu disse que seriam três, mas acabei de lembrar de um outro que vale muitíssimo a pena, que é Silicon Valley, fala sobre a criação de uma startup, batendo bastante no Mindset Fail Fast, porque mostra o que eles foram aprendendo no meio do caminho. Isso tudo de uma forma muito leve, muito engraçada.” 

 

Mindset Fail Fast Ale Uehara Podcast Web3 Amanhã Já Foi

 

Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

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