LogoColors

Metaverso: a próxima geração da internet

O Metaverso estourou a bolha da Web3 após o grande destaque da mudança no nome de Facebook para Meta. Mas, então, o que é o Metaverso? Estamos mesmo prestes a viver uma realidade virtual? Como chegamos até aqui e como será esta nova realidade imersiva?

Neste artigo vamos ver:

  • O que é o Metaverso
  • Como surgiu o Metaverso
  • A geração do Metaverso – Geração Z
  • Aceleração da Digitalização
  • O que é possível fazer no Metaverso 
  • Como entrar no Metaverso
  • Jornada Web3 
  • Como funciona o Metaverso
  • Podcast no Metaverso 
  • Tipos de Metaverso
  • Exemplos de Metaverso
  • Terrenos no Metaverso
  • Terrenos no Metaverso: quanto custa e onde comprar
  • Marcas no Metaverso 
  • Metaverso Fashion Week
  • Marketing no Metaverso  
  • Como será o Metaverso da Disney – Next Gen Storytelling  
  • Filmes para entender o Metaverso

 

Como surgiu o Metaverso

A primeira vez que o termo Metaverso surgiu foi no livro Snow Crash, de Neal Stephenson. No livro, Stephenson narra a história de Hiro, um hacker que trabalha mafiosos como entregador de pizza no mundo. No entanto, no Metaverso, Hiro é um príncipe samurai. A partir de vários filmes como Ready Player, é possível compreender que o Metaverso é “uma camada virtual sobre o nosso mundo físico”.

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite

 

O que é o Metaverso

Assim, podemos definir o Metaverso como um ambiente virtual onde os seres humanos podem interagir tanto social quanto economicamente através de avatares no ciberespaço, que funciona como um reflexo do mundo físico, mas sem suas limitações físicas.

Ou seja, é uma realidade virtual tal qual como já conhecemos que pode ser acessada através de óculos de realidade virtual, realidade aumentada e até mesmo pelo browser do computador. Dentro desta realidade virtual podemos interagir em tempo real com pessoas em cenários simulados seja para entretenimento, trabalho e até mesmo fazer compras. 

Inicialmente, esta definição permanece mais ou menos válida no ano de 2022. Isto porque o conceito de Metaverso ainda está em construção. Não estamos diante de UM METAVERSO, mas de vários METAVERSOS.

 

A geração Z

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite

A realidade virtual  talvez não seja tão interessante para a geração dos Millenials, muito menos para a geração dos Boomers. O

 que as empresas como o Facebook e a Microsoft querem é mirar nas gerações Z e Alpha. Estas gerações já nasceram numa era totalmente digital e as barreiras entre o físico e o digital estão cada vez menos claras para eles. Segundo pesquisa da Gartner, cerca de 25% das pessoas irá passar pelo menos 1 hora dentro do Metaverso até 2026.

O consumo, o trabalho, o social e o lazer estarão cada dia mais digitais. Claramente, é isso o que as próximas décadas reservam.

Portanto, se voltarmos um pouco no tempo e pensarmos em como nossa forma de se relacionar e de consumir entretenimento têm sido substancialmente transformada, podemos compreender o porquê do Metaverso estar ganhando tanta força.

 

Aceleração da Digitalização

Desde o livro Cultura da Convergência do renomado autor e professor do MIT, Henry Jenkins, observamos que nossa sociedade tem se relacionado de forma diferente na maneira com que lida, retém e gere a informação. Além disso, já organizamos nossa vida dentro de pequenas caixas pretas. O que são essas pequenas caixas pretas?

Observe como o pequeno dispositivo preto ao seu lado oferece acesso aos seus contatos e amigos, contas bancárias, formas de pagamento, notas, redes sociais, e-mail, históricos médicos, notícias, entretenimento etc. É o smartphone.

Nenhuma outra ferramenta conseguiu adentrar tão bem a vida das pessoas e com tamanha ubiquidade como os smartphones. Estas são as nossas pequenas caixas pretas. A partir delas, temos acesso ilimitado à informação, podendo recorrer a pesquisas na web, nas redes sociais e mesmo nas plataformas de streaming.

 

O que é possível fazer no Metaverso 

Se estamos cada vez mais digitais nas nossas atividades pessoais e profissionais, podemos nos questionar o que é possível fazer no Metaverso.

A rapidez com que novas tecnologias estão sendo desenvolvidas estão provocando grandes disrupções nas nossas vidas. Dentro do Metaverso, as possibilidades são inúmeras e é quase impossível não imaginar qualquer atividade que possa ocorrer lá dentro. Metaversos como o da Meta, Decentraland e Sandbox estão apostando no social, nos jogos, nos eventos. Enquanto a Microsoft, por exemplo, investe em tecnologias que focam no futuro do trabalho. 

Em termos de futuro do trabalho, é muito proveitoso realizar reuniões dentro do Metaverso, podendo colocar no mesmo espaço as pessoas envolvidas em um projeto. Além disso, a produção de conteúdo também está ganhando novos contornos: podcasts no Metaverso já são uma realidade.

 

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite

 

Como funciona o Metaverso

Ao contrário do que a maioria pensa, o Metaverso funciona de uma maneira mais simples do que parece. Alguns metaversos como Decentraland, Roblox e Sandbox podem ser acessados diretamente do browser do computador. Outros Metaverso funcionam através da realidade aumentada. O jogo Pokemon Go é um excelente exemplo de Metaverso que pode ser acessado diretamente pelo telefone celular. 

E é isso mesmo: o Metaverso é um conjunto de tecnologias que permitem criar uma camada virtual em cima do nosso mundo físico com interações e transações em tempo real.

Claro que a experiência de imersão por meio do uso de óculos de realidade virtual acabam sendo mais interessantes. O barateamento desta tecnologia está facilitando essa experiência para muitas pessoas.

Dos óculos de realidade virtual atualmente vendidos temos o Quest 2, da Meta, e o Hololens da Microsoft.

 

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite
Quest 2 da Meta. Imagem: Reprodução

Como entrar no Metaverso

Para entrar em Metaverso, o usuário precisa criar uma carteira digital que será o seu login em todos os espaços da Web3. Existem várias carteiras digitais disponíveis, mas a mais conhecida é a Metamask. Na sua carteira digital estarão as credenciais de acesso e também as criptomoedas para que seja possível transicionar ativos digitais dentro do Metaverso como Terrenos, NFTs e Wearables para os avatares.

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite

 

Qual a relação da Web3 com o Metaverso

A jornada da Web3 é cheia de surpresas e conta com uma comunidade apaixonada pelo assunto. Mas como a Web3 se relaciona com o Metaverso?

Enquanto a Web3 promete ser a web semântica, centralizada no usuário e imersiva, o Metaverso pode ser a interface necessária para que isso se concretize.

 

Tipos de Metaverso

Já vimos que existem vários tipos de Metaverso e não apenas um. 

Existem os Metaversos Centralizados que são comandados por empresas como o Meta e Unity; 

E os Metaversos Descentralizados como o Decentraland que são definidos pela sua própria comunidade através de uma DAO

Já existem empresas trabalhando em uma tecnologia que conecte todos estes metaversos e permita que os usuários possam navegar em todos esses mundos com o mesmo avatar. A tecnologia Blockchain deve ser a grande responsável por chegar  a um único Metaverso.

 

Exemplos de Metaverso 

Vamos conhecer os Metaverso mais famosos:

Decentraland 

Plataforma baseada em navegador web com um mundo virtual 3D. Os usuários podem comprar terrenos virtuais na plataforma como NFTs através da criptomoeda própria deles, a MANA. O Metaverso do De decentraland foi aberto ao público em fevereiro de 2020 e é organizado pela Fundação Decentraland, sem fins lucrativos.

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite
Imagem: United Gamers

 

Horizons e Workrooms

É o Metaverso da Meta – antigo Facebook – permite os usuários a interagirem e participarem de shows e eventos.

Workrooms Metaverso Podcast Amanhã Já Foi 2b

 

Sandbox 

Plataforma desenvolvida na Blockchain Ethereum e também permite aos usuários fazerem transações e possuírem ativos em um mundo virtual.

 

NFTs, Blockchain, Web3, Smart Contracts, De-Fi, Tokens, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Imersiva, Metaverso, Neal Stephenson, Snow Crash, avatares, ciberespaço, Cultura da Convergência, MIT, Henry Jenkins, Gartner, futuro do trabalho, Meta, Decentraland, Sandbox, Pokemon Go, Roblox, Meta, Microsoft, Tecnologias, Metamask, carteira digital, criptomoedas, wearables, comunidade, Metaverso da Disney, Next Generation Storytelling, Transmídia, Matrix, Marvel, Universo Marvel, Terrenos no Metaverso, OpenSea, Travis Scott, DJ Marshmello, Ariana Grande, Fortnite
Imagem: Reprodução The Sandbox

 

Roblox 

Plataforma de jogos MMOSG e Sandbox baseados em mundo aberto, multiplataforma e com simuladores que permitem a criação mundos virtuais próprios, onde os milhares de jogadores da plataforma podem interagir sobre.

Imagem: Reprodução Roblox

 

Spatial

O Spatial é um metaverso com propósito próprio: foi criado pensando em artistas digitais. Lá, os artistas criam suas próprias galerias de arte para expor e vender suas obras NFTs.

Imagem: Reprodução Spatial

 

Terrenos no Metaverso

Com tantos Metaverso, os terrenos também se tornaram um espaço disputado pelas marcas. Mas por que as pessoas estão comprando terrenos no Metaversos? Simples: Os Metaverso permitem que eventos e shows possam acontecer em seus espaços. Desfiles de moda, lojas, ativações de marcas e uma série de outros eventos estão com suas audiências na casa dos milhões de espectadores – mais a frente veremos quais eventos já estão acontecendo no Metaversos e como as marcas estão fazendo suas ativações lá dentro.

 

Terrenos no Metaverso: quanto custa e onde comprar

Os terrenos do metaverso podem ser comprados através do OpenSea, mas também há jogos de Web3 que permitem outras transações de terrenos.

Os terrenos mais baratos na Metaverso do Decentraland custam a partir de US$ 3.100,00.

A partir do momento em que se compra um terreno do metaverso, é possível alugá-lo para as mais diversas oportunidades.

 

As Marcas no Metaverso

O Metaverso é capaz de criar uma forma mais interessante de experiência das marcas, no qual o anúncio não gera somente uma impressão, mas sim uma maneira de ser. Por isso, as marcas no Metaverso estão avançando rapidamente dentro da Web3.

A Nike já cria roupas e tênis digitais para mundos virtuais, mas não é apenas isso: eles conseguem gerar dados a partir do mundo real e transmiti-las para o avatar digital dos seus clientes, além de incorporar NFTs a este produtos. A Nike faz muitas apostas no Metaverso e eles ainda estão atentos ao conceito de phygital (físico e digital integrados). Imagine poder fazer suas compras no Metaverso e recebê-las diretamente em casa?

 

 

Seguindo por este caminho dos players de moda, o que pode ser feito a partir da criação de um Metaverso? A Nike possui um longo histórico de apoio a causas sociais e empoderamento negro e feminino no esporte. Seu posicionamento já é conhecido, então como seria então adentrar em um universo Nike? Quais seriam as cores, os sons, como seriam os avatares das pessoas, quais seriam as sensações e a física deste universo Nike?  As possibilidades são inúmeras da perpetuação da marca com o digital e físico ocupando o mesmo espaço.

 

Imagem: Reprodução Nikeland

 

O relatório da Mckinsey & Company, intitulado “Value creation in the Metaverse“, mostra o porquê das marcas estarem tão interessadas no Metaverso. 

Com 3400 consumidores entrevistados no relatório, 60% deles afirmaram estar animados com a transição das suas vidas offline para o Metaverso. Além disso, 95% dos líderes e CEOs esperam que o Metaverso tenha um impacto positivo em todos os setores nos próximos 10 anos. 

 

  • Até 2030, o valor do Metaverso pode chegar a 5 trilhões de dólares.
  • Em 2021, os fundos de private-equity destinados ao Metaverso alcançaram 13 trilhões de dólares.
  • Em 2022, os investimentos no Metaverso mais que dobraram em relação ao ano anterior. Estes investimentos chegaram a quase 120 bilhões de dólares.

 

Eventos no Metaverso 

Com os terrenos do metaverso sem as barreiras do mundo físico, as marcas estão construindo novas experiências imersivas. De lançamento de produtos a shows, o Metaverso é a representação do Futuro do Marketing.

Artistas como Ariana Grande, Travis Scott e marcas como Amstel, Heineken, já realizaram eventos no Metaverso.

O DJ Marshmello foi um dos primeiros a se apresentar do Fortnite com 10,7 milhões de pessoas online. O show aconteceu em 2019 e, de lá pra cá, a audiência destes tipos de shows só aumentou: em 2020, o rapper Travis Scott se apresentou para 14,8 milhões de usuários em simultâneo.

 

Foto: Divulgação/Epic Games

 

Fashion Week no Metaverso

Inspirado na Avenue Montaigne de Paris, a primeira fashion week do Metaverso aconteceu na plataforma Decentraland. O evento não foi uma mera experiência de realidade virtual, de maneira que marcas de luxo como Dolce & Gabbana, Tommy Hilfiger, Selfridges, DUNDAS, Forever21, Philipp Plein, DKNY, Karl Lagerfeld, Fred Segal participaram criando peças em NFTs para o desfile.

O evento foi o primeiro do tipo e deve seguir para os próximos anos entrando no já conhecido calendário das semanas de moda de Paris, Nove Iorque e Milão.

Imagem: Reprodução The Block

 

Marketing no Metaverso

Neste cenário de lucros bilionários as marcas também querem apostar a sua publicidade em uma audiência mundial tão diversa criando um espaço único de Marketing no Metaverso. Em um conceito de mercado já conhecido há muito tempo pelos produtores executivos de audiovisual, o product placement era em via de regra a melhor forma de colocar os espectadores dos filmes e/ou gamers em contato com suas marcas. 

Neste sentido, os NFTs tem o poder de desbloquear inúmeras experiências dentro do Metaverso e também na vida real. Os wearables e os avatares permitem que as pessoas possam se expressar dentro do metaverso a partir dos seus propósitos e da relação com as comunidades com as quais se identificam. 

As estratégias de marketing digital que lideraram os negócios na Web2 não servem mais para as experiências imersivas que os usuários esperam vivenciar dentro do Metaverso. A nova revolução da internet está trazendo cada vez mais pessoas para a Web3.

A expectativa de faturamento no Metaverso pode chegar a 50 bilhões de dólares até o ano de 2026, de maneira que as previsões apontam que  25% das pessoas vão passar até 1 hora por dia dentro do Metaverso para trabalhar, socializar e até mesmo fazer compras.

 

Imagem: Reprodução Meta

 

Metaverso e o Next Generation Storytelling

Inicialmente, é preciso compreender que hoje a informação é completamente pulverizada. Isto significa que não temos uma única fonte de informação, mas múltiplas plataformas interindependentes entre si, que constroem sistematicamente um pensamento, um universo. Logo, com esta imersão no virtual, as possibilidades de narrativas com experiências hipercustomizadas e um projeto de transmídia elevam a capacidade do Storytelling para um novo patamar.

Por exemplo, vamos observar esse fenômeno nas narrativas audiovisuais de Matrix a Next Gen Storytelling da Disney.

 

A construção de universo em Matrix – Transmídia com o Metaverso

Quem tem mais de 30 anos, certamente viveu a febre de Matrix. Matrix possivelmente é a síntese do sentimento de novidade que foi a entrada no século XXI. No entanto, não foi a narrativa em si ou as cenas de ação altamente inovadoras da época que marcaram a lembrança das pessoas. Há muito tempo, o cinema, a literatura, a tv já oferecem narrativas de futuros distópicos, abrangendo em muitas delas o conceito de low life high tech.

Quem não se maravilhou com o hoverboard de De Volta pra o Futuro? E as viagens turísticas para o espaço em 2001 Uma Odisséia no Espaço? Ou quem sabe ter carros voadores e robôs domésticos como em Os Jetsons ou Perdidos no Espaço?

O filme Matrix não era simplesmente uma trilogia cinematográfica. Matrix criou um universo narrativo em que cada plataforma usada em seu storytelling criava um universo maior. Os três filmes possuem relação entre si, mas não dependem um do outro. Ou seja, você pode assistir o filme dois ou três sem ter tido contato com o primeiro e ainda assim você terá uma história completa. Não está satisfeito? Experimente jogar o videogame de Matrix ou ainda assistir a série feita toda em estilo anime. Todos estes elementos permitem que as pessoas expandam seu conhecimento dentro daquele universo Matrix – mas não é obrigatório. Essa tem sido a maneira como o storytelling vem expandindo o conceito de Universo. 

 

O Metaverso da Disney

Avançando um pouco mais no tempo, temos outro exemplo que dialoga melhor com as novas gerações: O Universo Marvel. 

A Disney, proprietário dos estúdios Marvel, é pioneira em oferecer a melhor e mais profunda experiência do seu universo. Além dos parques que ainda são experiências físicas dos mundos mágicos das histórias, o CEO da Disney, Bob Chapek, já anunciou o investimento em um Metaverso da Disney a partir do serviço Disney+, integrando o mundo digital ao físico. Não suficiente, a Disney quer ter sua própria tecnologia e patentear a invenção para outras empresas.

O chamado Universo Marvel não recebe esse nome à toa: são séries de tv, histórias em quadrinhos, jogos de videogame e filmes que constroem esse universo imaginário. Queremos e desejamos fazer parte deste Universo Fantástico. E a fórmula tem dado certo: Somente os filmes dos Vingadores totalizaram $23,353,647,252 em bilheteria no mundo inteiro, com dados da Box Office Mojo.

 

 

Jogos no Metaverso

Os jogos, sejam eles aplicativos no celular, em consoles ou computadores, já pavimentaram a construção de universos únicos em que os jogadores podiam criar seus próprios personagens, interagirem e criarem regras à sua própria maneira. Mesmo para os mais velhos que não cresceram na era dos computadores, o mesmo efeito era possível com os RPGs, até então jogos de tabuleiros do mundo físico.

Em conclusão, observamos que nossa necessidade de imersão em universos e narrativas vem muito antes da internet.

As gerações mais jovens estão cada vez mais ativas em jogos online. A oportunidade foi percebida pelos criadores do Roblox. Nesta plataforma de jogo estilo sandbox, qualquer pessoa pode construir um universo com regras e requisitos próprios. 

 

 

Roblox e os jogos estilo Sandbox

Os usuários podem criar seus avatares e participar de universos de seres encantados, dinossauros, sereias, Lady Bug e squid game! Sim, mesmo a série coreana que foi um sucesso na Netflix ganhou um universo próprio dentro do Roblox sem qualquer tipo de investimento. Ou seja, os próprios usuários deram essa publicidade espontânea à série. 

Até o momento, o Roblox é o jogo mais consumido em smartphones em todo o mundo. Quando abriu seu capital em março de 2021, a empresa viu seu valor chegar a 45 bilhões de dólares. O resultado é que até mesmo marcas de luxo como a Gucci estão vendendo wearables para que os usuários vistam seus avatares.

Recentemente, a cantora Zara Larson esteve no WebSummit Lisboa falando sobre sua parceria com o Roblox. A cantora vai disponibilizar seus próprios acessórios para os avatares que estão no jogo. Além do mais, ela promove concertos dentro da plataforma em um universo próprio.

Se as lives musicais foram sucesso na pandemia, é possível que o consumo de shows aconteça ainda mais no ambiente virtual. A relação dos fãs com seus músicos e bandas favoritas estão caminhando para esse futuro e ele é inadiável. 

 

Meta: o Metaverso do Facebook

O anúncio de Mark Zuckerberg não pegou o mercado de surpresa. Já era esperado que o poderoso dono do Facebook estivesse com planos de dar o próximo para a sua rede social. As hipóteses foram ficando cada vez mais óbvias depois da compra da Oculus e do anúncio da parceria da Ray Ban com o Facebook. Que maneira mais adequada de acostumar as pessoas a usarem óculos para acessar a  realidade virtual?

E, assim, o Facebook muda seu nome para Meta. A aposta central será em ambientes de convivência, mantendo o cerne das redes sociais com compartilhamentos, reações e marketplaces.

Enquanto o Meta aposta nas redes sociais, outra gigante da tecnologia também vai adentrando a nova camada de realidade a passos largos, mas possivelmente apostando em um terreno mais sólido. Como vimos no início deste artigo, ninguém sabe exatamente como será o acesso ao mundo virtual, mas fincar os pés no conceito Phygital parece mais interessante.

A aposta da Microsoft é o home office para tirar proveito da tecnologia para benefício profissional. Com o Mesh, eles planejam salas de reuniões como são hoje as videoconferências oferecidas por basicamente plataformas como o Meet da Google, o Zoom, etc. As vantagens são mais claras quando pensamos que o Mesh está disponível em computadores e smartphones, sem necessidades de mais equipamentos incômodos e pesados. Além do mais, a geração dos Millenials poderiam aceitar melhor a utilização do Metaverso para suas relações profissionais do que, por exemplo, trocar toda e qualquer convivência física com amigos e familiares no ambiente virtual.

Enquanto esse novo mundo se desenvolve, aproveite um pouco o bem humorado vídeo do Icelandverse – uma versão alternativa ao anúncio do Mark Zuckberger para o seu Meta .

 

Filmes para entender o Metaverso

Quer entender sobre o Metaverso de uma maneira leve? Indicamos alguns filmes e série sobre o Metaverso para você aprender enquanto se diverte.

 

Kiss me First

Jogador Nº 1

Black Mirror

Westworld

Free Guy

Matrix

Tron

Upload

 

Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

Postagens relacionadas

Especial: Retrospectiva Web3 2022
Web3

Retrospectiva Web3 2022

Retrospectiva Web3 2022. Descubra (quase) tudo que rolou em 2022 no mundo crypto. Retrospectiva Web3 2022. Estamos fechando o ano de 2022 com muitos acontecimentos

veja mais »

Assine nossa Newsletter

Receba toda semana as notícias mais interessantes sobre Inovação, Transformação Digital e Futurismo, cuidadosamente selecionadas por nós.

Toda segunda-feira às 6h de la matina.