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Jornada na Web3 Bankless BR DAO

No podcast de Web for Business, Amanhã Já Foi, ep Jornada na Web3 e Bankless, conversamos com o Victor Cabral e o Evan, da guilda de jurídico da Bankless BR, sobre o panorama geral do jurídico na Web3, no Brasil e no mundo, a importância da área jurídica na Web3, os desafios e até as tendências e futuro do conhecimento jurídico na Web3. 

E, claro, se o assunto é conhecimento jurídico na Web3, não podíamos pensar em outros profissionais, senão o pessoal s da Bankless BR DAO. 

Por falar em profissionais da Bankless BR DAO, vamos apresentar os nossos convidados deste episódio sobre jornada na web3: o nosso papo foi com o  Victor Cabral, representante Latam, analista legal da DLT360 Consulting, coordenador da guilda de jurídico da Bankless BR DAO e membro fundador da jurischain DAO, e Evan, criptolawyer, legal hacker e conselheiro legal de Web3. 

 

Bacana, né? Depois dessa apresentação, só resta continuar a leitura. 

 

Primeiro contato com a Web3 

Para começar a conversa com o pé direito (e, curiosas que somos), perguntamos aos nossos convidados qual foi o primeiro contato deles com a Web3

 

Victor Cabral

Victor resolveu começar e disse o seguinte:

“A minha história dentro da Web3 começou de uma forma muito diferente das outras pessoas. O Evan, por exemplo, eu sei que comprou seu primeiro Bitcoin há tempos, mas eu sempre fui mais afastado dessa realidade que hoje eu estou inserido. 

 

Eu trabalhei durante cinco anos com direito penal, também trabalhei em escritórios grandes em SP e até no Tribunal de Justiça. Ou seja, minha vida sempre foi inserida na Web2

 

No ano passado isso mudou, porque eu decidi que queria ter novas experiências. Já estava cansado de todo domingo sentir aquele frio na barriga, com medo da segunda-feira.”

 

Victor ainda continua dizendo que no final do ano passado, um amigo, vendo o interesse do nosso convidado em mudar de área, falou sobre uma vaga como representante legal Latam, que tinha como “teste” a escrita de um texto, que era sobre smart legal contracts. 

 

“Eu escrevi o texto em inglês, que deu quase 20 páginas, e enviei para o head da equipe. Ele gostou, aprovou e eu comecei. No início, passei uns três meses redigindo relatórios, para só depois me transformar em representante Latam e, com isso, me inserir um pouco mais na realidade do dia a dia da indústria, de empresas da Web2, tentando sempre trazer esse pessoal da Web2 para a Web3. Afinal, é uma tecnologia que está vindo para ficar e vai trazer muitos benefícios”. 

 

Web3 DAO Bankless jornada guilda jurídico

 

Depois de contar um pouquinho do começo da sua história, Victor completa:

 

“Agora falta falar sobre quando eu, de fato, me inseri nesse mundo, né? Em julho, eu caí de bicicleta (e, inclusive, tenho uma cicatriz enorme na testa!), fui para o hospital, que precisei passar mais ou menos oito horas lá, sob cuidados, mas depois de dois dias, já bem mais tranquilo, eu queria fazer alguma coisa. 

 

Tinha que trabalhar na escrita de um artigo sobre DAO, e uma das comunidades que eu encontrei foi a Bankless.” 

 

Victor explica que o tempo ocioso, por conta da queda de bicicleta, contribuiu – e MUITO – para a entrada dele na Bankless BR DAO. Isso porque ele estava numa fase bem movimentada da vida, trabalhando e, nos tempos vagos, encontrando com os amigos, coisa que, por ter que ficar em casa de repouso por um mês, deixou de acontecer, sobrando tempo para que ele mergulhasse no universo da Web3 e garantisse sua entrada na Bankless. 

 

Ele ainda nos contou que, nessa descoberta, passava 24hrs no Discord.  – Adoramos! 

 

Evan

Agora é a vez do Evan, que começa a sua história dizendo que, diferente de Victor, o que fez ele entrar na Web3 não foi um acidente de bicicleta! 

 

“Eu tive uma dor mais nerdola. Não entrei na Web3 por conta de um acidente de bicicleta, mas, sim, porque eu tinha uns servidores de Ragnarock (Jogo multijogador ou, MMORPG), e precisava de um emulador, e a pessoa que me ajudou na época só aceitava Bitcoin. 

 

Isso aconteceu faz muito tempo, eu nem sabia o que era Bitcoin, mas eu descobri nessa situação para conseguir ajuda com o que precisava. Depois disso, na faculdade, eu tive um colega que queria comprar bitcoins, mas por ter pouco dinheiro na época, eu resolvi deixar passar.”

 

Web3 DAO Bankless jornada guilda jurídico

 

Mesmo com todos esses pequenos contatos, Evan só mergulhou nesse universo em 2017, decidindo focar seus estudos em Blockchain. A partir disso, resolveu escrever seu TCC sobre o assunto e até foi contratado por amigos para ser um consultor, indicando os melhores caminhos a serem seguidos. 

 

O melhor é que, nesse processo, Evan percebeu que os amigos estavam próximos de entrar para um sistema de pirâmide (que estava bem famoso na época), e os alertou sobre isso. – Bacana, não é? 

 

Essa jornada ganhou mais um capítulo quando Evan percebeu que estava explorando pouco esse universo. 

 

“Depois de perceber que eu poderia me aprofundar ainda mais, eu conheci a Bankless Global, e acabei entrando na Bankless Brasil. Com isso, minha vida mudou por completo”. 

 

Importância da área jurídica na jornada na Web3

 

Depois de conhecer um pouco da jornada Web3 dos nossos convidados, perguntamos a eles por qual motivo precisamos de pessoas discutindo o jurídico na Web3

 

Na visão do Evan, a maior importância de existir uma guilda de jurídico, por exemplo, na Bankless, porque, querendo ou não, discussões vão surgindo e nós precisamos entender se vamos seguir as leis já existentes ou se vamos precisar de novos frameworks jurídicos para que realmente surjam leis que vão estar adaptadas para atender essas novas realidades. 

 

“Eu sou bem dessa galera que diz que o que temos hoje não é satisfatório para o que estamos desenvolvendo dentro da Web3, e já que precisamos de regulação, é preciso começar a discutir para encontrar boas soluções, deixando o mais do mesmo de lado.”

 

Já na visão do Victor, é importante que a área jurídica seja discutida na Web3 para mostrar que direito, além de não ser chato, é presente no nosso dia, das pequenas às grandes atividades que fazemos. 

 

“Dentro da guilda de jurídico, nós temos levantado a bandeira de que todo mundo pode participar, não só advogados. Temos, aqui na Bankless, pessoas de T.I, administração e várias outras áreas que participam ativamente. 

 

A gente preza por esse contato, porque só assim é possível entender diversos pontos, como, por exemplo, quais são os problemas que estão acontecendo e porque essas pessoas não entendem os principais riscos que podem estar sofrendo dentro da própria atividade. 

 

Temos um tira-dúvidas para explicar esses pontos, deixando todo mundo informado. E sabe de uma coisa? Não são todas as perguntas de jurídico que você realmente vai precisar ir atrás de um advogado, tanto que o que mais vemos são infoprodutos, feitos por advogados, para ensinar como as pessoas podem resolver essas questões mais simples por conta própria”. 

 

Victor ainda diz que acredita que essa decisão de transferir conhecimento é algo crescente dentro da Web3, que é o que ele vê com muita intensidade nas comunidades, nas DAOs. 

 

E concordamos com ele: a tendência agora é fazer com que o conhecimento se torne ainda mais acessível. 

 

Esquemas e fraudes na Jornada na Web3

Aproveitando o rumo da conversa – e a experiência do Evan com identificação de esquemas! – perguntamos aos nossos convidados o seguinte: esses esquemas e fraudes acabaram afastando as pessoas da Web3?

 

Evan acredita que, sim, houve esse efeito negativo com a chegada das pirâmides e demais fraudes. 

 

“Como essa questão, infelizmente, ainda é bem presente, eu acho que o nosso trabalho, na Bankless, também é levar um pouco mais dessas informações mais consistentes, ser uma fonte segura para as pessoas não entrarem nessas ciladas. 

 

O que nos alivia é que o ponto, de verdade, é que os bons produtos sempre vão prevalecer. E isso é valioso, justamente por acreditar que a tendência é que nos próximos anos teremos como base esses bons exemplos.”

 

No papo, Victor disse que compartilha dessa visão otimista do Evan, e completa dizendo que tudo que começa com uma promessa, acaba também sendo utilizado por criminosos

 

É quase como surfar no hype, sabe? Um movimento clássico, então é algo que não nasceu com a Web3. 

 

Qual é o ponto mais bacana que vocês viveram durante a Jornada na Web3?

Seguindo o papo, perguntamos aos nossos convidados qual é a coisa que eles mais gostaram na Jornada Web3

 

Evan deu início, dizendo que a coisa que ele mais gosta é o fato da Web3 extrair o que há de melhor no usuário.  

 

“Até fiz uma postagem sobre isso. A PFP supply, por exemplo, transformou doadores anônimos de NFTs em contribuintes ativos para causas sociais, porque a comunidade, hoje, está desenvolvendo soluções para melhorar o desempenho de organizações beneficentes para otimizar as doações, para melhorar a relação entre a comunidade e própria sociedade.”

 

NFTs PFP
Imagem: Reprodução

 

Evan também fala sobre a questão da liberdade e senso de comunidade, afinal, esse espírito coletivo que move a Web3 é simplesmente o melhor ponto dela. São as pessoas colaborando para um  propósito, trabalhando para construir um lugar melhor. 

 

Na resposta do Victor, vimos que ele concorda bastante com a visão de Evan. 

 

“Para mim, a Web3 é muito humana. Ele faz das pessoas mais colaborativas, coletivas. Isso fez com que eu me apaixonasse, porque eu mergulho e vejo o quanto é complexo a relação humana dentro das DAOs.”

 

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Tendências na Web3 

Com o papo caminhando para o final, ficamos curiosas para saber qual é a visão deles sobre quais tipos de projetos eles acreditam que vão vingar. Evan apresenta alguns projetos que ele entrou durante sua jornada na Web3:

 

“Não posso deixar de falar dos projetos que eu participo. PFP supply, para mim, é o projeto de Web3, aqui do Brasil, focado em NFTs com o maior potencial, com uma comunidade incrível voltada para beneficiar causas sociais. Sinto que essa vai ser uma das comunidades referências para o futuro”

 

“Além disso, Bankless, né? Acho que é a maior incubadora de Web3 no Brasil, então temos várias pessoas que estão aprendendo, estão se desenvolvendo lá dentro. É o espaço mais democrático que eu já conheci.

 

Aproveitando o espaço, vou falar de uma outra DAO aqui do Brasil, que é a Play 4 change. Uma DAO social que tem feito um trabalho incrível, ajudando muito, principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade a desenvolver skills relacionadas à blockchain.”

 

Evan completa dizendo que esses são os dois projetos que ele tem muito carinho, e até participa ativamente. 

 

Já Victor começa dizendo que essa é uma pergunta super difícil, porque existem vários projetos que ele gostaria de destacar. 

 

“No Brasil, tenho que falar da Bankless, né? Você aprende muito, além de ter uma comunidade extremamente coletiva, harmônica, orgânica e interessante demais. É uma experiência social que está dando muito certo. 

 

Além disso, assim como Evan (que, inclusive, é meu mentor aqui na Web3), tenho que dar destaque ao PFP supply. 

 

Tenho meus projetos pessoais também, que acabei me deparando no meio do caminho e fui abraçando (ou convidando pessoas para participarem, que acontece bastante também, principalmente com o tempo curto). Um deles é a Onça Crypto, um projeto super legal, que doa 50% do valor para ONGs. 

 

O mais legal é que cada NFT que você comprava na primeira fase, você recebia um certificado da Black Jaguar de uma plantação de uma árvore no seu nome. Ou seja, aquela árvore te representava naquele lugar específico. Não existe uma data certa, mas vamos voltar com esse projeto.

 

Para finalizar, temos a Jurischain DAO, que é um projeto que eu sou membro fundador, que visa incentivar negócios voltados para a Web3. É uma DAO específica para o meio jurídico, mas é aberta ao público.” 

 

Gostou? Ouça este episódio, do podcast Amanhã Já Foi, na íntegra, no Spotify.

 

 

Web3 DAO Bankless jornada guilda jurídico

Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

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