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Fantokens e a revolução nos esportes

Copa do Mundo se aproximando e vemos uma explosão do termo FanTokens – os tokens de fãs. Somente nestes últimos 3 meses, o valor dos FanTokens cresceu – e muito! O FanToken do Brasil teve uma valorização de mais de 635%. Mas o que é um Fantoken e por que este novo mercado está chamando tanto a atenção?

Para discutir essa revolução nos esportes, convidamos para o nosso podcast de Web3 For Business,  Amanhã Já Foi, o Guilherme Guimarães, que possui um dos currículos mais robustos que já vimos na vida! Dá só uma olhada: 

Guilherme possui mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de negócios e marketing, e já esteve envolvido com algumas das principais empresas, marcas e plataformas de esportes e entretenimento do mundo, como vice-presidente de marketing do DAZN, country manager do Strava, líder de esportes do Twitter e diretor de esportes do Conselho Britânico.

Como empreendedor, fundou a Ativa Esporte, consultoria de marketing digital e esportivo, com clientes como: Coca-Cola, Caixa, Facebook, Confederação Brasileira de Voleibol, entre outros. 

Por acreditar na evolução da indústria, Guilherme, como professor de Marketing Esportivo na FIA, ajuda na capacitação de futuros profissionais da área. 

Já passou pela Unilever, agências e participou de megaeventos, como Jogos Olímpicos e Copas do Mundo, e hoje toca a área de receitas da Block4, startup que traz a tecnologia de Blockchain para a indústria do entretenimento, além de ser a é a maior vendedora de NFTs do Brasil, com parceiros como Vasco, Bahia, Santos, AG Badolato, NBB, Pitty, Universal, entre outros.

Ufa! Ficamos sem fôlego só de escrever! 

 

Agora, se você quer conferir o papo – que foi SENSACIONAL – sobre FanToken (o que é, se pode ou não ser considerado um NFT, quais são as aplicações da tecnologia Blockchain na indústria de esportes e entretenimento, e muito mais) é só continuar a leitura. 

 

O que é o FanToken? 

Para começar o papo, resolvemos fazer a seguinte pergunta ao GG (como Guilherme disse que gosta de ser chamado): o que é um FanToken? 

 

“Tecnologicamente, FanToken é um ativo digital que, hoje, é registrado na blockchain, e ele funciona como uma ferramenta de engajamento. Inclusive, dentro desse universo, ele pode ter diversas funções como, por exemplo, participar de votações, promoções e até experiências ao vivo.” 

 

Para nós, essa visão que o nosso convidado trouxe foi interessantíssima, justamente porque essa é uma definição de FanToken que a maioria das pessoas não conhece.ainda não conhecíamos. 

 

O FanToken é um NFT?

Seguindo o fio, perguntamos ao nosso convidado se FanToken é um NFT. Para nossa surpresa, Guilherme disse que depende muito

 

“Você pode ter FanTokens que são NFTs, mas normalmente os Fantokens não são NFTs.” 

 

Ele ainda fala que a principal diferença de um NFT (token não fungível) para um token fungível, é o fato do NFT ser único, como a nossa digital, por exemplo. 

 

“O FanToken dele pode ser trocado, emprestado, comprado, fazendo dele, claro, um ativo fungível. O que não acontece com um NFT, que é um token não fungível, e, portanto, único. A diferença é essa, e o FanToken pode ser fungível como pode não ser. Depende muito, mas o que temos visto hoje, na maioria dos casos, são tokens fungíveis.”

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Como surgiu a ideia da Block4?

Sabendo que Guilherme possui um currículo gigantesco, passando por clientes enormes, como a própria Coca-Cola, ficamos curiosas para entender sobre a sua saída de um mercado “conservador e tradicional” para a Block4, e resolvemos perguntar a ele como surgiu a ideia da Block4

 

É interessante porque o contato dele com esse universo começou quando ele estava perdendo dinheiro com a mineração de bitcoins. 

 

“Em 2018, Leonardo Cohen, que hoje é um dos meus sócios, mas na época era meu colega de trabalho, me contou que estava minerando bitcoins. Na época, eu já tinha comprado e, inclusive, estava perdendo dinheiro. 

 

Ainda que eu estivesse no prejuízo, eu sempre acreditei muito no controle descentralizado da blockchain, e achava que tinha um potencial muito grande para diversas aplicações. 

 

Eu e Leonardo passamos a minerar bitcoins juntos e, nesse processo, o Thiago Canellas, que já estava envolvido com projetos de infraestrutura de blockchain (e também era um colega que eu sempre tive contato), entrou no nosso caminho.”

 

Fantokens e a revolução nos esportes

Guilherme continua sua explicação dizendo que Tiago o procurou, contou sua ideia, que era a Block4, e ele gostou muito. A ideia foi sendo trabalhada, tomando forma, até que o trio percebeu que estavam endereçando algumas dores, tanto do fã quanto do clube. 

Neste processo, eles posteriormente entenderam que não era só do fã de futebol ou do clube de futebol, mas, sim, de criadores de conteúdo e fãs desses criadores. 

 

“É aquela coisa, né? A necessidade de pertencimento, a identificação, a vontade de ter uma certa liquidez dos ativos que você adquire. Essas são algumas dores do torcedor que percebemos e resolvemos sanar.” 

 

De acordo com Guilherme, o mesmo acontece quando olhamos para o clube e criadores de conteúdo, que sentem a necessidade de ter a diversificação de fontes de receita e até mais engajamento com o público.

 

“Percebemos que tínhamos uma oportunidade de atacar uma necessidade latente, tanto de criadores de conteúdo quanto de fãs, usando a tecnologia de blockchain”. 

 

Quais são as aplicações da tecnologia Blockchain na indústria de esportes e entretenimento? 

 

Já que começamos a falar do Block4, que é claramente uma aplicação da tecnologia blockchain, resolvemos seguir na mesma linha e aproveitar para perguntar ao Guilherme como ele enxerga as aplicações da tecnologia blockchain na indústria de esportes e de entretenimento. 

 

“A gente caminha para um futuro em que as pessoas vão usar blockchains, criptomoedas, NFTs sem nem saber que estão, de fato, usando todas essas tecnologias. Assim como, muitas pessoas, por exemplo, usam a internet sem saber o que é HTML, etc.”

 

Já sobre as outras aplicações, Guilherme explica que, hoje, o que ele já vê relacionado ao assunto é a própria área de ingressos – NFT Ticketing –  que conta com as mesmas dores que fez com que ele, em conjunto com seus sócios, colocassem o pé no acelerador para desenvolver a Block4. 

 

“Os próprios contratos, né? Você passa a usar os smarts contracts que, de certa forma, garantem uma maior agilidade na validação, conhecimento e transparência.”

 

De acordo com GG, ninguém sabe quais serão as utilidades do blockchain para a indústria do esporte e entretenimento em um ano e meio, dois anos. No entanto, ele enxerga o engajamento de fãs com criadores de conteúdos, ingressos e adoção de smart contracts para maior agilidade e transparência como “frutas baixas”, que tendem a acontecer a qualquer momento. 

 

Um clube pequeno pode fazer um projeto de tokenização com FanTokens?

 

A partir dessa fala do nosso convidado, explicando como ele enxerga essas aplicações futuramente, ficamos curiosíssimas para saber o seguinte: um clube pequeno consegue criar um projeto de tokenização, ou esse mercado de tokens ainda está muito restrito?

 

“Eu acho que a tokenização é acessível para todos, sendo para os menores até mais interessante. Um clube pequeno possui um público cativo (muito mais restrito, obviamente, mas, ainda sim, cativo) e a tokenização, de certa forma, permite que eles tenham uma participação, uma proximidade, maior com esse público.”

 

Guilherme ainda complementa dizendo que o token é um facilitador, criando um pouco mais de possibilidades do que temos hoje em dia. 

 

Fantokens e a revolução nos esportes podcast web3 Amanhã Já Foi

 

Qual a diferença entre uma pessoa que adquiriu um Fantoken e uma sócio torcedor?

 

Já que o assunto principal é futebol, perguntamos ao Guilherme qual é a diferença entre uma pessoa que adquiriu um FanToken e uma pessoa que é sócio torcedor. 

 

“Na verdade, a diferença entre esses dois está nos benefícios oferecidos. Um sócio torcedor terá x benefícios, que foram pensados exclusivamente para eles, enquanto a pessoa que adquiriu um FanToken terá y benefícios, pensados para essa modalidade.

 

Eu acredito na solução de blockchain pela liquidez que ela traz. Então, vamos supor que a partir de agora o sócio do Flamengo tenha a propriedade na blockchain, eu, por exemplo, posso passar a ter meus benefícios tokenizados.” 

 

Guilherme complementa dizendo que não é que ele acredite em NFTs ou tokens, mas, sim, na descentralização que a blockchain proporciona, já que é uma solução que traz uma série de fatores que acaba beneficiando a todos. 

 

Como está a indústria FanTech no Brasil e no Mundo?

 

Quando a gente fala sobre futebol, existe um sentimento muito forte envolvido. Afinal, os torcedores amam esse produto, que é o time, é o clube. Pensando nisso, nesse cenário de amor, por vezes até incondicional, perguntamos ao Guilherme como ele acha que está a indústria Fantech no Brasil e no mundo. 

 

“Tínhamos a sensação de termos criado o termo Fantech, justamente pelos insights que tivemos no desenvolvimento da Block4. O que estamos criando é uma ferramenta de engajamento de fãs, mas não entendemos como um mercado consolidado. 

 

Ainda, sim, eu acredito muito que vai existir uma evolução, justamente pela demanda grande dos fãs por esse engajamento, e a tecnologia é muito adequada, e até poderosa, para construir isso.”

 

Ouça este episódio, do podcast Amanhã Já Foi, na íntegra, no Spotify.

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Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

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