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Como será o Metaverso da Disney 

No podcast de Web3 for business Amanhã já foi, ep Como será o Metaverso da Disney, conversamos com Ale Uehara, que é professor de MBA, palestrante, embaixador, Ambassador Singularity SP, mentor e Advisor Startup e Top10 Mentor do ano Startup Awards 2021. 

 

Começamos com essa apresentação do nosso convidado, para conseguir dizer o seguinte: esse episódio foi de outro mundo. Inclusive, contou – e MUITO – com a nossa participação, então se você costuma acompanhar a versão escrita dos episódios por aqui, vai perceber a diferença na formatação desse conteúdo. 

 

Agora, vamos ao conteúdo? O Ale, além de ter um currículo poderosíssimo, é fã de carteirinha da Disney, então o papo acabou sendo uma “imaginação coletiva” das potencialidades de um Metaverso da Disney, e como a empresa vai utilizar as tecnologias emergentes para criar esse novo projeto, como, por exemplo: 

 

  • Inteligência artificial
  • Realidade aumentada
  • Dados
  • Customer experience
  • Next generation storytelling
  • NFTs
  • Blockchain
  • DAOs
  • Deepfake
  • Streaming
  • E vários outros

 

Se você quiser conferir esse papo, além de ter acesso a uma lista de séries e filmes para que você possa conhecer melhor a Disney e vários dos conceitos que discutimos, é só continuar a leitura. 

 

 

O Metaverso da Disney

Se existe uma coisa que temos em comum com Ale, fora o amor pelo Metaverso, é a Disney. Somos apaixonadíssimos! Com isso em mente, é claro que começamos perguntando sobre o que ele está achando da Disney no Metaverso

 

“O mais legal da Disney são todos os cases de inovação e, principalmente, a experiência que eles criam. É mágico mesmo! Você entra num local, independente da Disney, você já sente uma vibe mágica. 

 

Para conectar, é justamente isso que eu penso sobre o Metaverso da Disney. Imagina o quanto eles vão conseguir impactar as pessoas, o quanto essa experiência vai ser bacana e até vai dar a possibilidade para que pessoas que não podem ir à Disney consigam acessar um pouco do que é a experiência que eles proporcionam.”

 

Ana: “Eu já fui na Disney de Orlando, quando tinha uns nove anos, e a experiência me marcou muito. E não é só a gente, né? A taxa de retorno dos visitantes é de 70%, e isso é surreal. Não existe nenhuma outra empresa do mundo com uma taxa tão alta!”. 

 

O que vai ser o grande “lance” do Metaverso da Disney? 

Resolvemos imaginar qual seria o grande lance do Metaverso da Disney. Afinal, essa é a maior dúvida de todos os tempos, misturada, é claro, com uma altíssima expectativa, já que estamos falando de uma empresa que tem como sobrenome, a inovação. 

 

Adriana: “Eu acho que eles vão criar um Metaverso imersivo, que você vai colocar o óculos, por exemplo, vai entrar e vai ter mil coisas (que você já consegue  ver lá na Disney). Eu nunca fui, mas tenho uma noção do que tem lá, então, eu acho que essa experiência que só pode ter agora, presencialmente, você vai ter no Metaverso. 

 

É como o Ale falou, e eu concordo, acho que vai possibilitar que muito mais gente que não consegue, possa também ter a experiência. 

 

Olha, mas eu também acho que vai ter muita coisa dentro do parque que eles vão mesclar, então você vai estar fazendo alguma coisa no mundo físico, enquanto faz outra coisa no  mundo virtual. 

 

Imagino a possibilidade de comprar alguma coisa no Metaverso e poder pegar fisicamente, isso além da realidade aumentada dentro dos parques, né? Eu estou muito ansiosa, quero logo que tudo aconteça!”

 

Ale: “Eu vou seguir na linha de raciocínio da Adriana, tá? Eu acho que a primeira coisa é a  inclusão. Quem não conseguir ir, ainda, sim, vai ter uma experiência muito próxima. Não é todo mundo que conseguir ir para os EUA, Japão ou Europa, não é? 

 

Agora, a segunda coisa é que eu vejo como a continuidade da experiência. Vamos imaginar a Disney Plus, por exemplo. Lá tem dado de tudo. Eles conseguem saber o que mais você assiste ali dentro, né? 

 

Caso eles usem essa informação, se a Ana, por exemplo, for uma pessoa que adora A  Pequena Sereia, eu aposto que no dia que ela colocar o pé na Disney, vai ter alguma coisa sobre a animação para agradar ela. 

 

Outra coisa, a magicband já é um vislumbre do que pode ser o Metaverso da Disney, né? Com ela a pessoa abre a porta do quarto de hotel, eliminando a necessidade de ter que ficar carregando as chaves e a possibilidade de perdê-las, fazendo com que a experiência da pessoa acabe ali. 

 

Você também consegue comprar nas lojas dos parques e receber direto no seu quarto, ou seja, não precisa ficar carregando peso no seu dia de diversão. Você aproxima a pulseirinha e a sua compra vai direto para o quarto. 

 

Além disso, vamos pensar aqui, com todos usando a magicband, a Disney consegue saber em qual lugar do parque está mais movimentado, e pode, inclusive, redirecionar as pessoas para brinquedos que estão mais vazios.”

 

Nosso convidado continua o seu pensamento, dizendo que, de repente, vamos ver funcionários dentro do Metaverso da Disney, justamente para fazer da experiência única, como é na vida real. 

 

Para ilustrar essa situação de “experiência única” da Disney, Ale nos contou uma história, em que a funcionária pediu para segurar o sorvete da criança até que ela saísse do brinquedo, porque não era permitida a entrada com alimento. E como ia derreter no processo, ela jogou fora e comprou um perto da hora que a criança sairia do brinquedo. 

 

Movimentos da Disney

Dessa vez, quem começou o assunto foi Adriana, que disse o seguinte: “Eu estava lendo agora sobre o Metaverso da Disney e os movimentos que eles estão fazendo, e eles estão fazendo parcerias com startups para conseguirem trazer a tecnologia necessária pra dentro de casa, e estão chamando isso de Disney Accelerator. 

 

Isso está acontecendo porque eles não têm pessoas necessárias para criar tudo que eles querem criar. Ninguém tem, na real, né?. Eu acho que é bem inteligente da parte da Disney, até porque com a equipe deles não seria possível construir o que eles querem em pouco tempo.” 

 

Já Ale, falou: “Primeiro de tudo, e até para lembrar todo mundo, a Disney comprou várias empresas, como a Marvel Studios, a Star Wars. Com isso, eu vejo que estão criando realmente um ecossistema aqui para conseguir a questão da magia. 

 

Agora, imagina isso dentro de um parque e, claro, dentro de um Metaverso? Tem até alguns jogos de videogames que são a junção de vários personagens, da Disney, da Marvel e até da Pixar, que a gente ama. Só de imaginar isso tudo dentro de um Metaverso, eu fico bem animado.” 

 

A Ana complementou, dizendo: “um dos meus filmes favoritos, que até hoje eu choro desesperadamente, é Divertidamente. É um filme que mexe num lugar muito particular da vida – e eu nem quero falar muito sobre isso, porque me dá vontade de chorar -, mas é uma capacidade de contar história tão incrível, né? 

 

O Ale falou de Star Wars, e eu lembro de uma vez que eu fui ao cinema com a minha mãe para assistir um dos filmes da trilogia original, e eu acho que a gente tem a obrigação de perceber, ainda mais agora, o movimento da Marvel, então, toda vez que eles vão para uma próxima fase Marvel, eles não estão fazendo para o Alê, para Adriana ou para mim, mas, sim, para uma outra geração que tá consumindo – a Geração Z. Por isso, inclusive, temos sentimentos conflituosos quando assistimos. Eles estão lançando sementes para o futuro.”

 

Ter autonomia para criar a partir do criador 

Quando o assunto é Metaverso da Disney, vamos longe para imaginar o que podemos ter num futuro bem próximo. Pensando numa dessas possibilidades, a Ana disse o seguinte: “A gente está chegando num nível de poder que podemos até, quem sabe, participar, né? 

 

Nós falamos sobre filmes e experiências, como, por exemplo, poder escolher para onde o personagem vai, podendo construir a história, e com essa junção de inteligência artificial, machine learning e todas as tecnologias do Metaverso, quantas coisas não podemos criar a partir do criador? Você pode ter a sua própria versão do filme. Não uma simples edição, mas, sim, a sua visão.”

 

Com esse ponto, Adriana mostrou sua visão: “Eu quero falar sobre storytelling. A Disney entrega uma história contada, e eu acho que a evolução do storytelling vai ser a cocriação dessa história. Não vai ser uma história contada, vai ser uma história co-construída, juntos assim. Hiper personalizada e colaborativa.”

 

Tomorrowland e o Metaverso 

Continuando o papo, a Adriana trouxe uma comparação sensacional, que é: “Vocês já assistiram tomorrowland? É um filme que, na história, a pessoa pega um broche e vai, instantaneamente, para um outro mundo. 

 

Não, não é teletransporte. Na real, ela continua no mundo real, ou seja, assim que ela toca no broche, aparece uma outra realidade em volta, mas ela segue no mundo real. 

 

É muito doido, mas eu estou usando esse filme como exemplo, porque é isso que acontece no Metaverso. 

 

Você está no mundo físico e decide ir para o virtual. Você está nos dois mundos, o ponto é que depois de um tempo que você passa no virtual, acaba esquecendo do mundo real, então é bem comum esbarrar nas paredes, pés de mesa, e etc. Doideira, né?”

 

Quem pode concorrer com o Metaverso da Disney? 

A essa altura do papo, Ana resolveu plantar uma sementinha do mal, jogando a seguinte pergunta na roda: quem vocês acham que poderia concorrer com o Metaverso da Disney? 

 

Adriana, bem corajosa, resolveu começar: “Vocês viram que o Mark Zuckerberg lançou a foto dele no Metaverso dele? É uma foto com gráficos bem toscos, e mesmo sendo pioneiro, foi nisso que ele conseguiu chegar. Com isso, eu acho que pode ser que os estúdios de animação e filmagem, talvez, concorram com a Disney dentro do Metaverso. Só que como eu acredito que a experiência da Disney vai ser absurda, perfeita, eu acho que ela não terá concorrentes.”

 

Agora é a vez do Ale, que disse: Eu não sei. Se fosse para chutar (com muito cuidado), eu diria a Apple. Isso porque, quando a gente fala sobre experiência de usuário, eles são sensacionais, da loja até o produto em si, que é o iphone. 

 

Talvez esse seja o mais próximo, mas eu concordo com a Adriana, e acho que os estúdios de animação e imagem podem ser bons concorrentes, justamente por terem a possibilidade de construírem algo que não seja tão grotesco, como o do Mark Zuckerberg ficou, por exemplo.” 

 

Já Ana, disse: “A Warner tem algumas cartas na manga, acho. Eu também estou pensando aqui, será que não vamos ter uma experiência muito legal com personagens brasileiros? Até olhando para o esforço da Turma da Mônica, com parques e várias propostas. 

 

Como o movimento de descentralização se aplica na Disney? 

 

Caminhando para o final da nossa conversa, Adriana fez essa pergunta, e Ale disse o seguinte: “Temos uma subida muito grande de todos falarem sobre a tecnologia, com todo mundo querendo fazer alguma coisa, e depois temos uma curva de desilusão, porque aí o trabalho é gigante, tentando encontrar modelos de negócios, cases, coisas que ajudem, né?

 

Com tudo isso, para dar fim ao ciclo, temos o efeito platô, que te possibilita realmente chegar onde a tecnologia pode ir. 

 

Vimos isso acontecer com todas as tecnologias. E, inclusive, acredito que no Metaverso vai acontecer isso e com as DAOs também. Estamos num momento de pico, mas vai chegar a desilusão, com muita coisa para discutir, para só depois chegar no platô e usarmos no dia a dia.” 

 

Indicações de séries e filmes 

 

Dizem que tudo que é bom termina em… No nosso caso, boas indicações! 

 

Veja a lista de séries e filmes que montamos, junto com Alê: 

 

Para conhecer a Disney

 

  • Inside Pixar 
  • The Imagineering Story
  • Tico e Teco 

 

Para saber mais sobre o Metaverso 

 

  • Upload
  • Black Mirror 
  • West World
  • Matrix 
  • Ready Player One
  • Free Guy

 

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Gostou? Ouça este episódio, do podcast Amanhã Já Foi, na íntegra, no Spotify.

Ana Wadovski

Web3, Metaverso, Inovação e Transformação Digital

Jornalista brasileira vivendo em Lisboa, especialista em Digital Business, com foco em Transformação Digital e Futurismo. Tecnologia, para mim, é palavra feminina. Quero estar dentro dos debates sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas, contribuindo para desenhar um futuro melhor para todos.

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